1.7.17

Contas de verão

Daqui a um mês, como dizia o outro, entra Agosto. Até lá, anda tudo a contragosto.
Entretanto, gosto de vir aqui passear, é como visitar o jardim em que passeávamos nos tempos da secundária e descobrirmos um banco onde gravámos o nosso nome. E o nome dela, mais precisamente de uma delas, porque nessa altura o melhor era aproveitar a vida e nem tanto escolher o que era melhor para ela, a vida.

Só que o banco está gasto e eu já não penso assim. Bem, às vezes penso nela, não num assomo de arrependimento ou de desejos secretos por alguma máquina do tempo, mas mais numa perspectiva de historiador em causa própria. Revisitar momentos da nossa vida, não para querer revivê-los desta ou de outra maneira mas, de uma forma externa, para nos vermos a vivê-los.

É nisso que penso quando volto aqui, olhar para o que escrevi, para o que me escreveram e simplesmente sentar-me neste banco, feliz por ver que aquilo que deixei gravado ainda me faz sentido, em relação à época a que isso diz respeito.

Espero que não tenham levado a mal, nem sequer fiz muito barulho. É a vantagem de ainda ter chave, entramos de fininho, damos uma olhada e temos cuidado ao sair, para não bater a porta.


1 comentário:

Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.