1.5.14

As pequenas coisas do meu eu



Acredito que não nascemos para saber tudo, porque se assim fosse seríamos sempre absolutamente e aborrecidamente confiantes e, pior do que isso, teríamos boas razões para isso. No entanto, há a tendência para que me esqueça regularmente dessa crença quando dou por mim a pensar que sei tudo sobre determinado assunto.

Sou expansivo, mas defensivo, algo que é natural porque também acredito que não devemos presumir que as pessoas são boas até prova em contrário. Prefiro a teoria da tábua neutra, em que o comportamento e atitude das pessoas ditará o lado da fronteira para que irão. Perderei um pouco por ser assim, ganharei outro tanto, faz parte do jogo.

Quando corro, sou o meu maior apoiante e o meu maior adversário. Faz parte da minha natureza competitiva, mas também do reconhecimento das minhas falhas. Ainda assim, sempre preferi desportos de equipas, por achar fascinante que partes que não são as melhores individualmente podem superar a soma do seu valor quando actuam juntas.

Plantação de árvores à parte, ainda não escrevi um livro nem tive um filho. Como tenho a mania dos épicos, se calhar tento fazer as duas coisas num só dia. Nos entretantos, fiz outras coisas que nem toda a gente se pode gabar. Mas não me vou gabar disso, para não ser como toda a gente. Modéstia, eis outra das minha virtudes.

Não gosto de dizer que antes é que era. Prefiro acreditar que amanhã é que vai ser. Assim, pelo menos fico com o dia de hoje livre. E ainda são uns belos 10 minutos.


Hoje é o último de festa mas nada bate uma despedida ao jeito de ressaca do dia seguinte.
 

4 comentários:

  1. Cheguei no ultimo dia? So a mim...

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  2. E há mesmo razões para acabar a festa? Se não for aqui, que continue noutro lado.

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  3. não gosto de despedidas, mas tinha que comentar o último (mesmo?) post! bem-hajas. bjs

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