21.4.14

Simbolismo kardashiano

Há quem saiba explorar as imperfeições do sistema, convertendo falhas em vantagens próprias. A troupe Kardashian é, por si só, um exemplo disso e Kim é o expoente maior dentro do clã. Podemos gostar mais ou menos, comentar atributos, exaltar defeitos ou simplesmente não estar nem aí. Não creio que isso seja algo que choque a própria, já que o mediatismo que gera é o dínamo da sua própria “ascensão”. Reza a lenda que, ainda longe do reality show familiar, a jovem Kim gravou uma sex-tape com o seu namorado da altura já a pensar no possível benefício mediático que daí podia advir. 

Quem pensa assim pode ser muita coisa, mas tolo não é de certeza. No entanto, numa produção fotográfica recente, li que Kim foi convidada a replicar uma cena icónica de uma das mais idolatradas e esteticamente referenciadas figuras de sempre – Audrey Hepburn. Não é sacrilégio, mas é como dizer que Cristiano Ronaldo de smoking é tal e qual Cary Grant. 





 E sendo assim, é aí que eu perco as referências e invisto nas analogias idiotas a la carte, porque o melhor rissol de leitão, por mais retocado e cuidado que seja, nunca será magret de pato. E cada um terá o seu papel e os seus apreciadores, deixando apenas de fazer sentido se nos tentarem fazer passar um pelo outro.

3 comentários:

  1. Vamos apenas acreditar que o rissol de leitão sabe quem é o magret de pato.

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  2. Isto parece quase um post do Pipoco mas as leitoras (não-pipoquianas) perdoam-te porque estás quase de partida e vamos sentir a tua falta.

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