8.4.14

Letterman, bons anfitriões e uma banda que não é de cera



Sou fã de Conan O’Brien acima de tudo porque tem aquele jeito nonsense semi-idiota que tanto me agrada. Gosto do Jimmy Fallon e do Jimmy Kimmel porque creio que compreendem muito bem a ligação entre um anfitrião, os seus convidados e a melhor forma de gerar conteúdos / “entertainment” não só no seu meio televisivo, mas aproveitando cada vez mais a Internet.


É claro que há equipas dedicadas a trabalhar atrás destes senhores, mas são eles o foco principal.

Isso leva-me à notícia sobre o anúncio da retirada de David Letterman, algures em 2015. É certo que por cá sempre tivemos mais acesso ao outro peso pesado da sua geração, Jay Leno (que acho piada como comediante, especialmente no seu início, mas menos como “anfitrião”), mas sempre tive mais alguma afeição pelo Letterman. Não sei se será por ver nele alguma coisa do meu pai (embora o Sr. Mak não seja tão dado ao humor) ou detectar ali sempre um certo sarcasmo, ironia, misturados com frontalidade. Talvez por isso tenha gostado bastante de ler o extenso artigo que refiro atrás em link sobre o anunciar da sua retirada.


E foi assim que cheguei aos Future Island, uma banda que ficou em destaque depois da sua prestação show do Letterman (Em termos musicais, quem tenha pachorra que leia a história de Letterman e de Warren Zevon, um músico muitas vezes convidado do programa que, depois de se saber que tinha um cancro terminal, foi convidado único e especial desse mesmo programa, mas sem o teor lamechas a que estamos tão habituados).


Já tinha ouvido falar de Future Island, mas nunca tinha ouvido. Depois de ouvir, apesar de gostar do tema em si, o que apreciei foi a persona muito pouco convencional do vocalista. É todo um case study mas é também delicioso ver alguém que não é o típico boneco cool da banda moderna. A performance é toda um misto de sensações e, depois de a ver, voltei a vê-la três ou quatro vezes de seguida, percebendo também pela reacção do Letterman que ele também vibrou.



E, pelos vistos, não fomos os únicos.



Não tenho muita pachorra para bandas fotocópia e gente ali a morrer de coolismo agudo atrás de um microfone. Prefiro um cruzamento de Tom Jones, Marlon Brando, pugilista turco com grande escala vocal, por mais assustador que isso possa parecer.

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