26.4.14

E depois do adeus ao espírito de ontem

Para além do mato todo, das serras feitas de encostas onde até mentalmente era difícil subi-las e das descidas onde não havia medo porque ia mais depressa do que ele, nem só de trail foi feito o dia de ontem. (apesar de hoje as minhas pernas me dizerem que o dia de ontem foi todinho sobre isso)

Vi muito revolucionário por aí, alguns nas ruas é certo, mas aí a coisa é pouco futurista e digna de quem vive o presente com um olho no passado. Onde os vi mais foi nas redes sociais e, não questionando o espírito de muitos, questiono alguns dos que conheço em pessoa e nunca os vi mais próximos do 25 de Abril do que, por exemplo, de um 30 de Junho ou de um 24 de Agosto. No mundo virtual palavras bonitas, citações airosas e um cheirinho a cravo nas fotografias que desfilavam na avenida das redes sociais. No mundo real, pouco desse espírito vive para além do momento e as preocupações do povo desaparecem num mar de lugares comuns e de personalidades bem longe do que o espelho mental apregoa.

Não sou eu o melhor exemplo, mas também não tento passar por isso. Afinal de contas, hoje também não estou preocupado com o "espírito" que fica melhor tentar transmitir a 26 de Abril, a 27 e por aí em diante até à efeméride seguinte.

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