23.4.14

Da falta de água, à falta de atenção, à falta de noção

Comecemos por ver um projecto que, embora já não seja recente, vale a pena tanto pelo objectivo final, como pelo raciocínio por detrás do mesmo (embora seja ligeiramente triste que o exercício respresente um esforço, prova de que o nosso foco está a mudar):




Agora pensemos na realidade - será que, a par do álcool e do tabaco, telemóveis/gadgets também já entram na categoria de vícios legais? 
A fixação revela-se a meio de reuniões de família, almoços de amigos, desabafos de casais, apresentações onde a nossa atenção, mesmo que falsa, é bem mais válida do que uma cabeça ligeiramente curvada, em busca de algo mais num pequeno visor. Preterimos a companhia presente em função do mundo à distância, da suposta actualização que pode nunca acontecer. Vive-se em scroll mental infinito.

Se eu pudesse, fazia uma app que gerasse um shutdown/bloqueio de conectividade à minha volta em cenários sociais, estilo bunker de altas patentes, em versão light. Talvez nem tudo fosse melhor, mas seria um exercício sociológico deveras interessante.

3 comentários:

  1. Já pensei em proibir a utilização de telemóveis/smartphones em almoços/jantares lá por casa. Tenho de arranjar um modo de implementar essa regra.

    R.

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  2. Eu comprava essa app!
    Scheimit

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  3. E o pior de tudo é quando dou por mim "sozinha" à mesa, a primeira coisa que faço é sacar do telefone e atualizar o facebook. É um vício em cadeia...

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