13.4.14

As três cidades da Bauhaus e um hambúrguer


Às vezes chego a domingo à noite e não sei o que fiz no fim de semana. Refraseando, chega domingo à noite e eu tenho de pensar onde é que se meteram as horas todas que o fim de semana era suposto ter para aproveitar em grande.
 

E então começo a fazer contas.

Espécie de quiz/trivial pursuit numa sociedade recreativa no bairro onde cresci, reunindo geeks e amigos a preencher a noite de sexta. Dás por ti a comer pastéis de nata às três da manhã num spot que permite matar a saudade de bolos na madrugada.

Vou dormir, levanto-me que, num sábado em mil, tenho aulas das nove à uma. Acho que dormi, mas não tenho bem a certeza. Tinha combinado um almoço, já são quase duas e meia, não sei se tenho mais fome ou sono, mas em caso de dúvidas ganha o estômago.
Sigo para casa, não sei se consigo dormir à tarde, está bom tempo, se calhar vejo o último do Game of Thrones, que é para ter motivo trendy de conversa na segunda. Olha já vi, olha se calhar adormeci, já é de noite. Um croquete sobreviveu à bicharada, na bancada da cozinha. É milagre. Como o milagre.

Se calhar vou dormir outra vez, olha já acordei, era para ir correr de manhãzinha com um amigo, íamos do Estoril até Belém, se calhar já não vou a tempo de chegar ao Estoril só para voltar, corro duas horas e meia só para despachar a coisa. Duas horas e meia e “despachar” na mesma frase? Sim, devo ser estúpido, mas a companhia era boa. Almoça-se e escreve-se, há que escrever pelos mais diversos motivos, sendo que entre a obrigação e o lazer passam-se horas.

Já sei onde foi parar o tempo.

E afinal, que história é essa da Bauhaus? Foi uma das perguntas que, sabe-se lá porquê sabia, enquanto ninguém se lembrou de Dessau, bem mais escondida que Weimar ou Berlim. Rendeu qualquer coisa, pagou hambúrguer(es), entre nós ou Entre Nós. Coisa simples, mas composta. Dispensava os nomes semi infantis Fafá e Mu, não é qualquer diminutivo meu, são mesmo nomes de pratos. Mas, em sabendo bem, perdoa-se a nomenclatura. E agora, vou andando, que ainda tenho mais tempo a perder.

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