17.3.14

O outro clássico de ontem

Revi ontem à noite o Drácula do Coppola, não porque já não me lembrasse do filme, mas sim porque às vezes gosto de ver um bom filme com um maior distanciamento e notar coisas que me passaram ao lado noutros visionamentos.

Resultado final: Gary Oldman - 45 Keanu Reeves - 0



É impressionante ver que, apesar de não terem idades muito diferentes à altura do filme (O Oldman devia ter à volta de 35, o Keanu 27), a única parte com sumo por parte do futuro Neo é quando as três vampiras lhe dão um amasso dos antigos (viva Monica Bellucci vampira, viva). Até a tentativa de sotaque inglês lhe sai pior do que se tentasse passar por algarvio.

Não podendo gamar outra coisa, como é seu hábito, Winona Ryder tentou gamar protagonismo, mas nem os 21 anos disfarçam o resto.

No geral, com várias nuances, continua a ser um clássico do caraças, tal como o Oldman é muito bom actor e o Keanu é cara de pau até à quinta casa, provando que ele sim é o verdadeiro morto-vivo da história.

10 comentários:

  1. O Keanu e a Wynona são dois pãozinhos sem sal, com frcas qualidades artisticas, que acaba por se diluir porque o filme é muito bom, e o Gary como sempre é um espectáculo.

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    1. Eu sempre achei que no Matrix o Keanu devia fazer de computador. Mas depois perdi-me no meio daquela avalanche de cabedal e efeitos especiais maravilha e deixei de achar que isso era relevante...

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  2. Esse é um dos meus filmes favoritos. Sempre torci pelo Gary. Detestei o fim... :)))

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    1. É o "problema" de criar mais empatia com os vilões do que com os heróis da história...

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  3. A cena de abertura sempre me deu particular gozo, eu que começava a despontar para Paradise Lost e outras coisas que tais.

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    1. A cena da reprodução das batalhas?

      Esse aspecto sempre me fascinou, em cinematografia, pela forma de contornar a ausência de budget e efeitos para contar a história de uma maneira igualmente impactante.

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  4. O Keanu é lenda urbana - ele não envelhece. E convenceu no papel de J. Harker. Quanto ao exemplo dado do Matrix - é um filme tão cheio de conceitos, filosóficos até, que deixar que meras piruetas nos distraiam só pode significar uma coisa - You Are Not Prepared! O mesmo se passando para filmes como o primeiro Ghost in the Shell.

    Voltando ao Dragão, a toda a estética sinfónica do filme em tópico, só vejo a Lucy a dançar por entre labirintos tintos :)


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    1. Concordamos num aspecto - o Matrix está cheio de conceitos filosóficos, a ponto que o filme até já foi abordado em aulas de Filosofia do ensino secundário nacional (os efeitos especiais só me distraíram da prestação do Keanu enquanto Neo).

      Onde discordamos é no "convencimento" enquanto Harker, aí a mim até o Cary Elwes me convence mais como noivo da Lucy do que ele. Mas o mito urbano do não envelhecimento deve vir do Advogado do Diabo ;)

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  5. Ui, o Gary Oldman em Londres de cartola... até eu, que bem que gostava da máscara de cera do Keanu nessa época, fiquei convertida. É curioso que tenhas escolhido esta altura para rever o filme porque eu também ando com vontadinha, mas com algum medo. Outro dia revi no Youtube a cena do jantar e achei a coisa muito artificial e apalhaçada - e eu tenho o raio do filme como uma bíblia gótica! Enfim, não há-de ser pior que aquela palhaçada que anda aí com o Rhys Meyers (que é melhor que o Keanu mas não chega ao Gary)

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    1. De cartola e óculo à Rock star (ou à Kate Hudson no Almost Famous).

      Por acaso, dependendo das tua expectativas obviamente, da minha parte ficou a noção que o filme envelhece bem, especialmente porque não é muito dependente de efeitos e a teatralidade que existe (típica da cena gótica :p) faz sentido dentro do tema.

      Curiosamente, recentemente também deu o Wolfman com o Benicio del Toro e o Anthony Hopkins, um filme com 3/4 anos para aí e a nível de efeitos estava pavoroso, menos convincente que o Drácula (mas o Wolfman é mau no geral).

      O Rhys Meyers, cenas romanas à parte, já tem o Match Point no saco e isso já é um cartão de visita que pode usar durante muitos e bons anos.

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