28.3.14

O delicado equilíbrio do “gajo que dança”


Para aqueles homens que não têm uma passado estrutural ou genético associado à dança (cenas de raça e mitos urbanos aqui contam), esta pode ser uma área pantanosa perante um público feminino bem mais dado ao ritmo corporal ao som da música.
 

Esqueçam aulas de danças latinas ou cenas em ginásio feitas ao ritmo de música, isso são esteróides de relacionamento social. Fala-se aqui da (in)capacidade de, em determinado recinto em que haja música, ambiente e espaço para dançar, um gajo acompanhado tomar uma decisão – danço ou não danço?


De um lado da barricada encontramos o mais conservador portador de copos, o rei do encosto ao balcão, que dirá um “rotundo não” à opção dança. Simulará breve interesse, sorrirá ao longe e nunca dará o corpo ao manifesto.


A meio das trincheiras, o oscilador que não compromete. Um suave balanço que não compromete a masculinidade, nem é demasiado sensível. Na categoria “Para lá de Bagdad” estão os que confundem à vontade com epilepsia e, por vezes, rituais aborígenes. O comportamento piora quando em grupos de instintos semelhantes.


Mas o que é afinal o equilíbrio do “gajo que dança”? Diria que é uma receita que combina bom senso e vontade de dançar, sem grandes preocupações para além disso. Ter ritmo ajuda, a companhia certa também e, a seu tempo, a confiança torna-se natural. Com quem é que eu aprendi isto? É fácil, era eu um puto e fui exposto a este cenário. A partir daí os dados (e as ancas) estavam lançados...



Sendo um homem de várias influências, não posso deixar passar em claro os nomes sugeridos pela São João, indo buscar icónicos momentos bailantes dos mesmos.






7 comentários:

  1. Kevin Bacon e Christopher Walken :)

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    1. Bem visto, vou já tratar de dar mais corpo de baile à lista

      (sendo que certamente virão depois solicitações de Hugh Jackman e por aí em diante...)

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  2. Como é possível escrever um texto sobre dança masculina sem referir uma única vez a palavra "álcool"?

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    1. Pensei que isso tinha ficado subentendido nos rituais aborígenes... ;)

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    2. Rituais aborígenes podem não ser despoletados por álcool. Pode ser só tentativa de dança de alguém sóbrio. Além disso, estudos científicos muito sérios que realizei com uma amostra de meia dúzia de estranhos sugerem que o álcool dá mais uma fluidez de movimentos que não é tão aborígene quanto isso.

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  3. "real men don't dance, they sit, sweat and curse"

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  4. Mas homens que dançam é outro nível. Vénia a Kevin Bacon em Footloose!!

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