31.3.14

Histórias à pressão



Para além de empilhar palavras umas a seguir às outras, tentando que o resultado final seja mais do que uma pilha de palavras, ao vivo e a cores também há um lado em mim que gosta de contar histórias. A questão que se pode colocar é: mas será que sou alguém que até dá algum gozo ouvir ou simplesmente um chato que fala e fala e fala?
Pois, mas essa é daquelas perguntas que nunca poderei ser eu a responder, apesar de ter uma opinião benevolente sobre mim próprio e gostar de um auto-abracinho de quando em vez.

Há poucos dias, num cruzamento ao fim de um corredor onde se esconde trabalho, puseram-me uma mão no ombro e pediram-me - “Sem tempo para ires pensar, conta-me uma história que se tenha passado contigo, nada de dramas ou cenas épicas, apenas algo que dê uma boa história. Mas tem que ser já”. Perdido no inesperado, de tudo o que podia ter ido buscar, do toque de brilho às sortes e azares da vida, até os clássicos homem vs mulher ou relatos de viagem, saiu-me isto:

“Já te contei sobre aquele dia em que andei pelo meio das ruas de Lisboa vestido de campino, com meia de renda, calção de seda, colete e barrete, tudo a rigor?” À minha frente, a curiosidade e o ar incrédulo misturam-se. É tudo o que é preciso para que os três minutos seguintes fossem muito interessantes.

E sim, é verdade, andei mesmo um dia inteiro vestido de campino e posso dizer que as meias de renda favorecem bastante as minhas pernas.

2 comentários:

  1. As tuas histórias verdadeiras ou imaginadas são sempre divertidíssimas!
    Obrigado

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  2. Sexeh post of the year 2014!

    Podem parar com as mini-saias e mini-blusas (e o animal print, já agora), pleeeease.

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