13.3.14

A vida dentro de uns headphones


Tenho uma relação amor-ódio com headphones – às vezes são eles que me salvam o dia, mas não faltam ocasiões em que são uma espécie de vício que me impede de apreciar devidamente o que se passa à minha volta, mesmo que não se passe coisa nenhuma digna de nota.

Aquilo que faço permite-me utilizá-los em horário de trabalho, sendo que para quem trabalha num open space sujeito ao turbilhão da maralha, até a ouvir Rage Against the Machine se pode encontrar alguma paz. Também posso confessar que algumas vezes coloco os headphones mesmo sem estar a ouvir música nenhuma, apenas para evitar conversas de circunstância quando preciso de me concentrar ou, simplesmente, quando não estou para aí virado.

Fora do trabalho tento ser criterioso, apesar de ter sempre suporte musical por perto – mas não me apanham com auriculares à “homem da segurança” tirando em situações esporádicas de condução. Quando ando a pé, se estiver sozinho é natural que recorra a eles mas, quando nos transportes, hoje em dia evito usá-los – há demasiada matéria prima para observação sociológica para optar por Dvorak, Beastie Boys, Jon Spencer Blues Explosion ou seja lá o que estiver em shuffle na altura. E, por muita música que dê, o que é afinal um homem sem histórias para contar?

Quando passamos à corrida, a primeira regra é – só há música se estiver sozinho, obviamente. A segunda é – quanto menor a corrida, maior a probabilidade de poder usar headphones, especialmente se for de noite. Em corridas longas, curiosamente, a música começa a saturar-me quando fico cansado e, assim sendo, dispenso.

Em termos de cenário, na rua prefiro headphones pequenos e discretos, no trabalho/casa coisas mais aconchegantes e, para correr, uns que têm uma forma em caracol adaptada ao formato da orelha, para não ter que perder a banda sonora devido a corato suado.

Ontem, a título de experiência, fui correr com uma playlist de desafio – 10 músicas em que a banda ou o título da música tinham que ter a palavra Run (ou variantes da mesma). A escolha deu nisto:





(na próxima corrida com headphones, que palavra poderei eu escolher?) 

8 comentários:

  1. E que tal lycra? Esse amigo chegado de qualquer corredor! Boas corridas!

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    1. Lycra friend forever, não há corrida em que não me acompanhe :)

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  2. Faltou esta... https://www.youtube.com/watch?v=xrpvox63CP8

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    1. Sou ligeiramente alérgico a Snow Patrol :)

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  3. A flock of seagulls nos ouvidos quando se pratica o acto da corrida é coisa para te fazer parecer o flash xD

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    1. Se levasse umas perneiras de dança jazz estaria mais adequado à época. Isso e chumaços ;)

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  4. Identifiquei-me completamente com esta publicacao, principalmente na parte de usar headphones mesmo sem estar a ouvir música, para que ninguem me chateie no openspace. (perdao pela falta de acentos e cedilhas, mas o meu computador nao permite a utilizacao dos mesmos.)

    O pior é quando queres ouvir uma musica que te provoca vergonha alheia e tens vergonha que alguem ouca o que estas a ouvir. E nao venhas com merdas, que toda a gente que ouve muita musica tambem ouve musica da qual se envergonha.

    Na tua proxima corrida experimenta a palavra now ou summer.

    SS

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    1. Eu a vergonha alheia contorno bem, tornando a música mais foleira num evento em que rapidamente me pedem para colocar phones ;)

      Mas, em registo de openspace é sempre complicado gerir o equilíbrio de paciência/música/convívio.

      Cheira-me que, com essas sugestões, alguém me quer a pesquisar nas "melhores" colectâneas de Verão...

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