9.2.14

Smartphones, not so smart users



Os telemóveis oferecem cada vez mais possibilidades – câmaras xpto, filtros, aplicações daqui até à China, push mail, redes sociais a bombar e, ocasionalmente, telefonar a alguém.
O problema é que as possibilidades dos telemóveis também afectam as percepções dos utilizadores e o que antigamente eram pessoas que utilizavam um aparelho para um fim facilmente identificável – comunicar com outra pessoa (mesmo que por vezes em doses de cavalo), em muitos casos são agora phonezombies que oscilam entre o desligado da realidade e o hiperactivo em busca do mediatismo.

Nos últimos tempos, nunca vi tantos exemplos de gente a colocar-se em perigo para tirar fotografias ou gravar vídeos com os telemóveis ou de situações em que o uso das várias funcionalidades dos aparelhos passam à frente do bom senso, da segurança e do que é “normal” no relacionamento entre pessoas. Não quero com isto dizer que vem aí o domínio das máquinas estilo Terminator ou Matrix, mas caminhamos rapidamente porventura para um distanciamento baseado na proximidade. Isso e gente a ser varrida por vagalhões, a ser comida por animais selvagens e ver tudo através de um ecrã digital, mesmo que a realidade se esconda atrás dele.

E agora vou jantar, que estou a teclar no telemóvel por debaixo da mesa e a comida é capaz de já estar fria.

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