15.2.14

Seu “Filho de um granda vasilhame e quiçá de um cebolinho mal cultivado"



Já fui insultado algumas vezes, a ponto de já me terem chamaram deputado e certo dia, no meio de uma discussão acesa, até disseram “Epá, tu pareces um cavaco”. Se não tivessem clarificado logo ali que se referiam metaforicamente ao facto de eu estar com um ar cansado e não ao facto de por vezes ter dificuldades a comer bolo rei, a coisa podia ter azedado.

Ainda assim, um dos insultos clássico é o chamado “filho da...” seguido de um epíteto profissional desclassificativo em relação à tua progenitora. Muita gente se transforma ao ouvir tais palavras, pois se é comum aceitar que nos chamem tudo, é intolerável que toquem na reputação da nossa mãezinha. Mesmo que seja com uma provocação barata.

Movido pela curiosidade (da qual espero não ser filho), fui ao dicionário e descobri isto:

filho da curiosidade
Filho ilegítimo, zorro.
filho da mãe
• [Informal, Depreciativo]  Pessoa que se considera muito desprezível ou sem caráter.
filho da puta
• [Calão, Depreciativo]  O mesmo que filho da mãe.
filho da púcara
• [Informal, Depreciativo]  O mesmo que filho da mãe.
filho das ervas
• [Informal, Depreciativo]  Indivíduo cujos pais são desconhecidos ou são desfavorecidos socialmente.


Sumariamente, eis algumas considerações que esta análise despertou:

 A curiosidade não só matou o gato, como se envolveu em variadas relações ilegítimas.

Agora já percebo porque é que o Zorro usa máscara...

Puta e mãe, quando associados a “filho da...” são coisas muito parecidas. Temo que filhinho da mamã mais não seja do que um sinónimo de uma pessoa pequenina que se considere muito desprezívelzinha e sem carácterzinho nenhum.

Há um conjunto de loiça associada à ilegimitidade, ao lado podre da personalidade e à falta de respeito por alguém. À cautela, não se deixem cair na tentação de chamar “filho da vasilha”, “filho da malga” ou até “filho do bidé” a alguém, pelo menos enquanto o estatuto das várias loiças não for clarificado.

Fiquei também a saber que há vegetais e, possivelmente, bastantes ervas aromáticas em situação precária na nossa sociedade. Temo que uma reportagem da TVI vá ao encontro do drama que é ser filho de um coentro e de uma erva-príncipe num bairro social em Portugal.

Contudo, por mais voltas que se dê ao texto, a verdade é que quem não se sente, não é filho de bom detergente.

5 comentários:

  1. Morri a rir. Morri mesmo ahahahahah :D

    http://bonecadtrapo.blogspot.pt/

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    1. Não é razão para isso, morrer é coisa que não dá jeito, especialmente a meio do mês ;)

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  2. Ah seu filho de uma grande erva!!!

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    1. Não me obrigues a ripostar sua descendente de pirex.

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