20.2.14

Rituais macabros em WCs de empresas


Em recintos empresariais e outro tipo de recantos profissionais com WC partilhado (seja misto ou com divisão por sexo) há todo um folclore de mitos urbanos que fariam corar de inveja o monstro do Lago Ness.

Sendo um curioso da fenomenologia mítica dos WCs nas empresas, já vi e já ouvi de tudo. Empregadas da limpeza agredidas com sapatos na cabeça só para não conseguirem identificar um dado casal envolvido em regabofe não oficial às tantas da matina. Tipos que foram dormir sestas e se esqueceram de trancar a porta. Relatos de cenas sanitárias dantescas geradas por meninas com cara de princesa. Gajos a tentarem disfarçar vómito puxando o autoclismo mais de dez vezes seguidas, mas a sairem com a camisa salpicada. Artistas do urinol que, quando chamados por alguém nas suas costas, se voltaram em pleno acto de Manneken Pis, bombardeando o interlocutor. Pessoas que apanharam o chefe máximo sentado na sanita, calças em baixo, charuto na boca e revista de moças descascadas na mão.

Isto são apenas alguns exemplos.

No entanto, há um mistério que ainda não consegui perceber bem e que acontece ciclicamente no WC que frequento em horário profissional – há um tipo de outra empresa que, sempre que vai a um dos cubículos e se tranca lá por bons minutos, deixa pousados no lavatório uma garrafa de água e o seu relógio de pulso. Sim, o relógio não entra...

Será por questões de salpicos? Ou há ali questões do foro capilar íntimo? Não gosta da pressão do tempo? A maquinaria será sensível ao odor?

Não sei, mas já estive mais longe de perguntar...

17 comentários:

  1. Este é um tema que guardo junto ao coração.
    Trabalho numa empresa onde regularmente alguém deixa um number two no bidé. Da casa de banho das "senhoras". Uma poia. Ali. Assim.
    Se ao menos fizesse sentido. Mas é como o relógio. Não faz, não há.
    Chega-lhes o cheiro a wc pato e enlouquecem.

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    1. Epá, que cenário de horror...tenho tanta pena das senhoras da limpeza...

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  2. Lá no estaminé temos vários avisos/reprimendas, impagáveis, colados nas paredes. Um dia, fotografo.

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    1. Aqui, nesse estilo, o melhor foi o aviso para "Não fumar no WC dos deficientes"

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  3. É para não estragar. Há quem tenha a destreza de um elefante.
    Scheimit

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    1. Sorte que isto é uma zona semi-respeitável ou arriscava-se simplesmente a não encontrar o relógio quando saísse do cubículo...

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    1. Tenho medo. Mas hei-de superá-lo.

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    2. Não acredito que o Mak, o Mau tenha medo!

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  5. havia tanto para dissertar sobre este tema... juro! mas agora não tenho tempo!!!

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  6. pq tenho que ir à casa de banho ;-)

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    1. Calculei que havia uma razão plenamente justificável para esse "toca-e-foge" :p

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  7. Pior era numa empresa onde trabalhei (só mulheres naquele departamento), em que apareciam todos os dias marcas de pegadas em cima da sanita. Acabei por ler algures que há pessoas que fazem as suas coisitas assim, para evitar contacto (?) com a loiça. Apercebi-me um dia que quando a gerente não estava lá as marcas tb não surgiam...

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    1. Aqui conta-se que houve quem arrancasse um tampo de sanita por considerar que o mesmo não estava em condições. E depois outro, e depois ainda mais outro...

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  8. Algo me diz que Freud ia adorar conhecer o senhor do relógio.

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    1. Suponho que sim, mas se calhar Freud também tinha os seus rituais macabros na matéria...

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  9. há quem deite collants na sanita. deixo o resto à tua imaginação.

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