4.2.14

O riso, o espirro e o que define as pessoas


Desculpem a ausência, mas tenho andado envolvido num estudo que visa comprovar determinados aspectos na avaliação de empatias e antipatias naturais nos primeiros contactos entre pessoas, mesmo que estes ocorram de forma indirecta (ex: observamos o comportamento de uma dada pessoa num programa de televisão ou partilhamos um espaço comum com essa pessoa, sem no entanto interagirmos com ela de forma directa.


Primeiro que tudo, estou muito satisfeito pelo convite para participar no estudo. De certa forma, é sinal que o meu trabalho em grupos de discussão anteriores como “Debates infantis entre adultos – quem diz é quem é” ou “quem nasceu primeiro – os decotes ou a vontade de olhar para eles?” levou a conclusões meritórias.

Não estou autorizado a divulgar as conclusões parciais do estudo, sob o risco de perder o meu financiamento para o estudo “comer muito picante torna-te metaforicamente mais picante?”, mas há umas notas que gostaria de partilhar convosco.

É impressionante ver que há gestos/reacções não “socialmente treinadas” que podem definir a nossa simpatia/antipatia perante outra pessoa mesmo que não saibamos muito mais sobre a sua personalidade ou modo de vida. A forma como alguém ri, da gargalhada potente, ao riso tipo burro a soluçar, ao riso histérico ou à risada tipo arfar perverso, pode ter influência. O mesmo se aplica ao espirro que vai do dilúvio tipo Noé, à metralhadora de micróbios misturada com o Deus do trovão, até ao extremo que aprisiona o espirro dentro do seu ser. Curiosamente, a forma como a pessoa expressa o seu sentido de humor (ou falta dele) também pode ser uma condicionante importante para a nossa disponibilidade para com essa mesma pessoa numa próxima ocasião.

Gostava de ter aprofundado mais o tema com o resto do grupo de trabalho, mas o facto de rir como um porco, espirrar que nem um cavalo e ter o sentido de humor de um peixe-palhaço tornou esta experiência um pouco mais solitária.

Creio que no meu caso é difícil prever um cenário melhor, mas à minha volta sinto que há muito trabalho a ser feito...

3 comentários:

  1. Vá, não pode ser assim tão mau?!

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    1. É tudo uma grande metáfora... ;)

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  2. love you!!! (espirro, seguido de gargalhada e de uma piada seca sobre a troika ou a casa dos segredos) Not!!!
    As pessoas são todas estranhas... é importante escolher alguem com uma estranheza compativel. Dúvido que o espirro seja assim tão importante neste domínio...

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