2.2.14

E porque não ser piroso?

Seria porventura piroso fazer um post com as pernas cobertas por uma mantinha, a olhar calmamente para os 4% de bateria do tablet, pensando se chegam para o que não há para dizer, especialmente quando se usam termos como tablet quando se podia dizer iPad, o que seria igualmente piroso mas mais cagão.

E se ao post juntasse uma nota de pesar pelo Seymour Hoffman, dispensando o primeiro nome mas não uma vaga sensação de proximidade, juntando aí um desabafo pelo que a droga nos tira vezes sem conta, então mais que piroso seria foleiro, mesmo que não pusesse uma foto de um actor que realmente apreciava.

A coisa só iria piorar com uns blues de domingo à noite, em que o corpo protesta da forma que perdeu durante a gripe e a cabeça, de tão distraída que está a dar a volta ao corpo, papa Masterchefs e Karate Kids, em vez de galgar por linhas de texto de significado realmente não piroso.

E no meio disto tudo, em vez de ser o piroso que vem fazer o rescaldo de domingo à noite e ilustra um fim de semana cheio de sumo, sou apenas o piroso que está a fazer tempo até ver o Super Bowl. Isto apesar de saber que as hipóteses de adormecer são maiores do que chegar a intervalo e vir cá fazer uma adenda ao post piroso.

O tempo passa a voar quando somos pirosos. E já só tenho 2%  de bateria, tanto eu como o tablet...

1 comentário:

Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.