18.2.14

aXXL Rose





Pelo andar da carruagem, a biografia de Axl Rose podia certamente ter como título “Guns, Roses & Entrecosto à discrição”. Mas, se formos a ver bem a questão, um problema que qualquer vedeta da música/desporto e por aí em diante tem é a forma como o seu envelhecimento se conjuga com a figura que projectaram no auge da sua carreira.

Alguns convivem bem com isso, outros têm problemas e há quem descarrile por completo. Se formos justos, em certos casos é difícil saber o impacto que o cocktail drogas, álcool e lifestyle tem a médio/longo prazo nesta malta. Há quem diga que é isto que os conserva e se largam a receita afundam em dois tempos, por outro lado há quem defenda que quando se deixa o auge, depois é sempre a descer e esse cocktail acelera a coisa nas horas.

No caso do Axl, de quem nunca fui mega fã, o meu semi-choque não tem que ver com o envelhegordecimento que se observa, mas mais pela espécie de mutação de personalidade que se adapta a essa nova figura. Não se trata agora do rocker decadente, mas sim de alguém que podia fazer parte do corpo docente da C+S do Harry Potter, apresentar shows de circo a meias com o Cardinalli ou ter um reality show do género “Pimp my guitar” (ou só “Pimp”).

Eis uma curta “evolução”:










E não se riam os fãs do Slash. Longe vão os tempos da guitarrada à porta da igreja no “November Rain”, apenas com um casaco rockeiro e o disfarce do costume. Neste momento o senhor, ao nível de look, está um cruzamento entre um futebolista colombiano retirado, uma cantora brasileira já entradota ou uma senhora cabo-verdiana que vem aqui ao estaminé dar um jeitinho na limpeza à hora de almoço.


7 comentários:

  1. quando ele estava como nas 1ª e 3ª fotos eu tinha 12 anos e estava super apaixonada por ele :)

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    1. Acontece, isso e (dentro dessa geração) encontrar raparigas com permanente/pala vagamente estilo franja d'aço ;)

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  2. só pode ser gozo... o bonzão do Axl não se pode tornado naquele monstro :O

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    1. Monstro é forte, "senhor de bom porte" é mais simpático...

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  3. Ainda gosto de ouvir os Guns n' Roses e de ver as fotografias de então da banda, desde o "Appetite for Destruction" até ao "The Spaghetti Incident?" (Punk not Dead com versões assim dos Dead Boys e o ain't it fun, e o Estranged?, e não é possível esquecer o One in a Million...and so on).

    Recordo-me das conversas de então, entre amigas sobre os mais variados temas: os cabelos compridos, os casacos de cabedal, as tatuagens, as drogas, etc.
    Não me parece que sem GN'R teríamos abordado e discutido (com a maturidade da altura) tantos temas diversos, e construído tolerância e até aceitação por estilos de vida alternativos aos nossos.

    "Serias capaz de fazer uma tatuagem?"

    "Não gosto de cabelos grandes, mas o dele está bem tratado."

    "Eras capaz de ir jantar com ele?"

    Não fazes ideia Mak, mas não posso "atacar" pessoas que me abriram e continuam a abrir os olhos, mesmo sem saberem que o fazem.

    O sr. Axl Rose está a atravessar uma idade muito complicada para qualquer homem. Tenho alguns vizinhos que não são estrelas e que fazem coisas muito piores a troco dessa mudança. Que farás tu Mak? :)

    Que farei eu?

    Espero conseguir envelhecer com alguma graciosidade, e se não for possível, então com alguma dignidade.

    :)

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    1. Compreendo perfeitamente que a admiração pelos nossos ídolos (presentes ou passados) nos faça pensar duas vezes antes de disparar morteirada.

      Lembro-me de ser um pirralhinho e chorar quando soube que o Magic Johnson (um dos meus ídolos do basket) tinha contraído HIV, no início dos anos 90 em que isso era praticamente uma sentença de morte. Mas isso fez-me querer saber mais e compreender uma doença que muita gente definia por estereótipos.

      Sei que não quero ver outro concerto de Depeche Mode porque os vi muito miúdo em 1993 e achar que o Gahan já não é o vocalista que em tempos foi (mesmo que seja da minha percepção)

      Podia enumerar outros exemplos mas a questão é que aqui reside um espírito satírico e um gosto pelo humor (porventura duvidoso). Não pretendo ser uma referência de modelo de vida, nem um tribunal de costumes, apenas alguém que aproveita o que vê na realidade (ou na sua imaginação) para divagar um bocado.

      Será que vou engordar? Ficarei careca? Quantos dentes meus terei aos 50 anos?

      Não sei, mas vou tentar encontrar o lado divertido da coisa e espero que haja quem também pense dessa maneira.

      ;)

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