10.2.14

A triste sina de ser castor


Tenho um profundo respeito pelos castores. Não imagino o que será uma existência em que os dentes nos estão sempre a crescer, mas se andasse sempre a roer madeira se calhar habituava-me. Contudo, acima desse facto está outra razão para o meu respeito – não é fácil ser um animal cujo nome é calão sinónimo de vagina - beaver.

Imagino animais a combinar cenas e haver sempre quem pergunte “Então e o c”#$as do castor, vai ou não?”, pelo meio de riso e piscadelas de olho. E então, torna-se compreensível a necessidade nervosa do castor ter que estar sempre a roer cenas para superar a vontade de ir às trombas a meio mundo animal.

Como seria de esperar o cinema porno, que é pródigo em trocadilhos de ocasião, há muito que explora o pobre castor-beaver. O felpudinho ser já encabeçou mais títulos de filme do que muita vedeta do ramo e sempre que anunciam mais um filme com beaver no título, já sei que a coisa promete chavascal.

Por isso, quando me falaram em “Zombeavers”, temi o pior. No entanto, depois de ter visto o trailer tive pena que a coisa não seja aquilo que eu previa. A pornografia teria dado um filme bem melhor...


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