14.1.14

To snap - Quando a marmita frita

Snapping é um termo inglês que me agrada para definir uma situação em que basicamente, alguém frita a marmita e tem uma reacção inesperada numa dada situação. Usando o sempre em voga mundo do futebol, eis dois exemplos:

"Quero lá saber que isto seja uma competição europeia e tu sejas o treinador do adversário. 
Eu é que sou o capitão de equipa, ó meu filho da p!"#!"$ do c!!"#%#"
 

"Xiiiii pá, então não é que vi tudo negro e bombei uma marrada no sacana do Matarratis no último jogo da minha carreira..."

O meu meio profissional, apesar de invulgarmente descontraído no quotidiano, é uma panela de pressão e stress em momentos críticos, finais de prazos, fruto muitas vezes da necessidade de gerar ideias, conceitos e resultados em matérias em que muito pouco pode ser garantido de base (acrescente-se alguma desorganização estrutural ao mix e está a receita feita).

O tipo de liderança da empresa também obriga a ajustes, pois nem todas as personalidades lidam com o stress da mesma forma, da mesma maneira que nem todos os líderes gerem (e geram) o stress da sua equipa em receitas a papel químico.

Posto isto, já vi mais exemplos de Gattusos, de Zidanes e de implosões, explosões, desabamentos psicológicos, fusão nervosa, esgotamento abrasivo, execução de confiança e marmitas fritas do que pensei ser possível quando comecei a trabalhar na área da comunicação e da publicidade.

E cada vez mais fico na dúvida sobre se é a falta de preparação (ou a personalidade errada no local errado) que gera mais stress, se é a insatisfação em relação à vida em geral que se manifesta cada vez mais em meios profissionais (furnas de stress) em forma de snapping à discrição.

2 comentários:

  1. Um mix. Com as "vidas gerais" que por aí andam, é mais ou menos normal que as frustrações acabem por saltar cá para fora no meio profissional

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  2. Infelizmente, concordo com @Bluebluesky.

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