10.1.14

Scott Weiland, o piloto do templo da pedra


Andei a viajar no tempo, musicalmente falando e fui parar a isto.



Na época em que o grunge não tinha chegado ainda a tendência vendida na Zara e afins, eu achava o Scott Weiland um figurão. Para além de apreciar os Stone Temple Pilots, achava que a irreverência do personagem (movida a drogas claro está) tinha um espaço próprio, diferente da depressão latente do Layne dos Alice in Chains, da tormenta do Cobain ou do look mais clean do Vedder ou do Cornell.

No entanto, o gajo sempre foi uma aposta minha para uma overdose em estilo, assim um épico mito urbano e não a decadência anunciada e antecipada do Layne. Mas não, ele entre prisões e desintoxicações o gajo lá foi fintando as casas de apostas.

Depois meteu-se naquele semi-chouriço dos Velvet Revolver. Depois voltou aos STP. Depois foi despedido da banda pelo resto da banda, criando-se ali um vazio sobre o que (ainda) são os STP. A irreverência dá lugar a outra coisa e assiste-se a uma possível miguelangelização.

Ele bem cantava em tempos “I’m half the man i used to be”. Da cantiga eu gostava, da realidade nem por isso.

2 comentários:

  1. Xiiiiiiiiiiiiiiiii....dos meus tempos áureos de saídas à noite. Gosto muito mas prefiro o "Plush". Adoro.

    Os Velvet Revolver eram com os Guns, certo?

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  2. Este gajo é do caraças e os STP também. Claro que à mesma data andavam os Black Crowes a lançar o primeiro albúm. Enfim, passados 20 anos os Primal Scream andam agora a copiá-los.

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