3.1.14

Jogos e fantasias para geeks de barba rija


Homens e fantasias é coisa que dava para posts capazes de corar senhoras com mais de 40 anos a calcorrear as ruas mais obscuras do Cais do Sodré. No entanto, some-se a palavra “geeks” e podemos descarrilar completamente para o universo de jogos de computador e tipos que não saem de casa porque precisam de treinar para o campeonato nacional de Counter Strike. (sim, já ouvi esta de um tipo que conheço).



De onde é que isto veio?



Apesar de por vezes ficarmos a trocar galhardetes na caixa de comentários, como se fôssemos duas velhas num salão de chá, há certos temas (fora do âmbito paternal, é claro) em que eu e o Sr.Paisano temos afinidades.



A propósito de um post dele sobre gaming, pus-me a pensar se sou um gajo que gosta de jogos, mais precisamente de videojogos. Depois pensei que estava a perder tempo, porque já sabia a resposta.



Sou um gajo de jogos e também de videojogos. Não de todos é certo e, actualmente, em doses bastante controladas, já que tenho os minutos contados à bruta.



Em miúdo, fiz a evolução toda do Spectrum, saltei o Amiga e fui directo para PC. Jogava que me fartava, jogos das mais diversas categorias, fazia serões em casa de amigos (incluindo um que era suposto ser co-autor deste blog), em derbies de todo género, nomeadamente NHL. Eis a introdução do NHL99:



(e que glamour dá ter a intro de um jogo com Heroes do David Bowie)



Conforme os anos passavam e o meu tempo para jogos ia diminuindo comecei a ter que fazer escolhas. Foquei-me mais em jogos de desporto (futebol e basket, tive de cortar no hóquei no gelo), porque não estimulam tanto a continuidade. Resisti a comprar uma consola, preferindo ir jogar a casa de amigos, para tornar a jogatana algo mais pontual. Comprei finalmente uma PS2 quando toda a gente já estava a pensar na 3 e, num negócio da China, acabei por ficar com uma PS3, sem pensar sequer em vir a ter uma 4. O meu entusiasmo por jogos deveria estar assim a ser refreado dessa maneira.



“Deveria” digo bem, mas depois existem também os jogos online. Sobre esses falarei noutra altura mas, dentro dessa categoria, existem as Fantasy Leagues. E para quem gosta de desportos americanos como eu, isto é uma mina.



Basicamente, uma Fantasy League é uma liga online de um determinado desporto, onde um grupo de utilizadores (podem ou não ser amigos na vida real) tem cada um a sua equipa, composta por jogadores reais escolhidos por si, sendo pontuada a equipa em função da performance real dos jogadores, com valorização específica de certos pontos.



Cena de gajo não é? Extremamente fashion e glamourosa, certo? Calculo que sim.



A verdade é que, para quem domine a ciência, uma fantasy league é algo muito fácil de gerir, apesar de parecer uma monstruosidade caso não desperte qualquer interesse. Para ser franco, feitas as contas, actualmente participo em cinco fantasy leagues (4 de basket, uma da Liga dos Campeões). Não demoro em média mais de 10 minutos diários a tratar das ditas cujas (e isto é uma justificação infantilóadulta para quando nos perguntam "Mas para que é que perdes tempo com essas merdas"):



Uma é da NBA na ESPN, onde participo com malta conhecida da vida real.





Três são da Yahoo, também da NBA. Numa delas participo com malta oriunda de um determinado jogo online. Nas outras duas (com sistemas de pontuação diferentes) não faço ideia de onde vem aquela gente.








A da Liga dos Campeões está a ser disputada por pessoal do meu estaminé profissional.




  
Não vou tentar convencer ninguém de que isto é espectacular ou das minhas razões para reconhecer que, apesar do Lebron James ser factualmente o melhor jogador da NBA da actualidade, a minha antipatia pessoal nunca o poderia levar para uma equipa fantasy que eu comande, mesmo saindo prejudicado por isso.

Lidero duas das minhas 5 ligas, em duas estou a ser sovado por lesões e noutra ainda estou a ganhar fôlego. Resumindo, sou ligeiramente doente, mas tenho skills específicos para ser bem sucedido na minha doença.



Estou ciente que “Fantasy leagues” são “toys for boys” ou melhor, “toys for geek boys”. E isso é o equivalente a ter acabado de criar na vossa mente uma imagem minha que deve andar por aqui:






Amanhã falo de Alice Munro, Kassovitz e Miley Cyrus, para tentar chegar a uma imagem mental mais condizente comigo. Tipo esta.



10 comentários:

  1. CS ainda que vá, MoHAA, Quake, Doom, também. Mais moderno CoD. MMO's please! Todos esses jogos de desporto, é muito cena de gajo...

    Sim eu sei, there are no girls in the internet.

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    1. Jogos/rpgs/online gaming é um campo muito aberto, que afunila mais no masculino no subgénero desporto. Se dentro dessa categoria afunilar ainda mais para Fantasy Leagues, aí sim diria que é um território gigantescamente masculino.

      No campo de Quake e Doom, já fui grande fã de Duke Nukem. Fazer mano-a-mano com amigos era uma delícia.

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  2. Ando há tanto para entrar numa fantasy league de futebol. Essa da Champions não me parece mal. Não é um bocado fácil, ainda assim? Dado o número de clubes da champions e a qualidade média de cada jogador, não se torna fácil arranjar um onze que obtenha boas pontuações?

    Eu comprei uma PS4 só para jogar FIFA. Acho que já não consigo jogar mais nada, hoje em dia.

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    1. Há limitações de orçamento, que te impedem de ter os craques todos e estamos a falar de 15 jogadores de plantel. Também creio que há limitações ao número de jogadores de determinada equipa que possas ter, mas não me recordo.

      Só podes fazer uma transferência por jornada, isto sem penalização. Se fizeres mais és penalizado por isso.
      Isso ajuda a nivelar a coisa, a par de ser conveniente que tenhas um equilíbrio entre o número total de jogadores que joga à terça e à quarta, para fazer render as substituições.

      A coisa está bem feita e, traço geral, é uma liga simples e agradável. É o primeiro ano que jogo nesta, mas já conhecia o formato.

      Eu sou um fiel do PES, mas isso não implica que tenhamos agora de fazer agora um auto de fé, para vermos qual das "religiões" é que tem realmente razão ;)

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    2. Eu era "o" defensor do PES. Até ter jogado FIFA 09 com tudo em manual e não ter conseguido acertar dois passes consecutivos e marcar um golo em cinco ou seis jogos. Vi a luz.

      E na PS4 é o melhor jogo de futebol de sempre. Melhor sensação a jogar desde o PES 1 e do Winning Eleven 6 Final Edition para a PS2.

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  3. Passei pelo Spectrum 128k (R-type for life!), saltei os Commodore. Joguei jogos de estratégia mil no PC e comprei uma PS3 em 2010. Late bloomer, eu sei. Vendi a PS3 no mês passado para comprar a 4, e vou fifalhando quando posso até sair isto: http://uk.ign.com/games/destiny-bungie-fps/ps4-160849

    Tenho ando a perder 15 minutos por dia nisto: http://pt.onlinesoccermanager.com Viciante q.b.
    Tanto jogas uma Liga Italiana a aturar as criancices do Balotelli, como sofro para arranjar guito para o meu Bnei Yehuda de Israel. Aconselho.

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    1. Eu que pensava que tinha sido o único que tinha saltado o Commodore depois do Spectrum, afinal somos mais :D

      O Destiny só jogando, além do FIFA só mesmo o Killzone porque vinha com a PS4, mas estou a pensar em vendê-lo.

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    2. R-type era clássico. (A minha PS3 em segunda mão veio parar às minhas mãos algures entre 2010-11 - e, como eu disse, foi preciso um negócio daqueles que não dá para dizer não).

      Em termos de jogos online de futebol, só ainda vou dando uns toques no footstar.org e já nem é com a devida regularidade.

      @ Ricardo, eu não renego a experimentar o FIFA, só ainda não me desiludi com o PES para acabar a nossa relação que, ainda assim, é esporádica.

      Killzone joguei duas ou três vezes, achei que era uma fritadeira e um convite à epilepsia lúdica.

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  4. eu propria ja joguei mto jogo de computador (ahhh os belos tempos do secundario e das LAN parties a jogar Unreal), entretanto deixei de jogar. Porem ca em casa ainda se joga mto computador. Ora e o acabado de sair GT6 com volante e pedais, ora o GTA, ora o Battlefield online. Eu aproveito pra por as series em dia.
    acho q o ultimo jogo q joguei foi mesmo o minecraft, e desisti pq o meu portatil fica todo lagado :|

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    1. Jogos de carros e simuladores de condução nunca me seduziram, devo ser um de três gajos no mundo que só vê o carro como um meio de me locomover de A para B...

      Os jogos hoje em dia exigem computadores "a sério" para tirar deles o máximo partido. Ou isso ou fazem a coisa parecer filme antigo.

      As séries são as novas novelas, é natural que tenham outro encanto ;) (com a vantagem que servem público masculino e feminino ao mesmo tempo)

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