22.1.14

Deserto por uma ilha de música


Hoje, a propósito de um trabalho que estava a desenvolver, isolei-me numa ilha de música. Esse  método permite-me revisitar algumas discografias que aprecio mas nem sempre revisito com regularidade, através do exercício conhecido por “colocar headphones de forma a garantir concentração e sobrevivência num open space em que tão depressa estão briefings e estratégias de comunicação em cima da mesa, como o futuro do cinema, Gervásio o macaco ou a enciclopédia das viroses infantis abordados de forma trendy”.

Outro dia descobri que os Soundgarden tinham lançado um álbum no final de 2012 e eu não tinha dado por isso, desta vez rumei ao arquipélago de Massive Attack. E que bela estadia tive, revisitando o toque diferente que cada vocalista convidado deu aos temas que já nem me lembrava de gostar bastante e a uma sonoridade a meio caminho entre o dark e o introspectivo, sem cair na espiral da depressão.

É a prova de que vale a pena sacrificar a sociabilidade, nem que seja por um dia.

1 comentário:

  1. Quando descobri a masturbação, os Massive Attack eram os meus melhores amigos. E mais não digo ;)

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