27.1.14

Conjugação entre homem, mezinhas, mato e muco


O fim de semana dividiu-se em duas fases: a eloquente e a transpirante. Tanto numa como na outra não faltaram altos e baixos, fruto da fase de recuperação de gripe em que me encontro.



Primeiro que tudo, tendo em conta mezinhas que me foram aqui sugeridas, a par de outras recomendadas por familiares e amigos, eis alguns dos truques a que recorri nos últimos dias:



Xarope caseiro de cenoura

Xarope de ervanária com cenas da floresta

Chá de gengibre fresco e limão (ou citronela)

Chá de limão com mel e canela

Gargarejos de água morna e sal

Cebolas estilo headphones na mesa de cabeceira para reduzir a tosse durante a noite (...)

Pastilhas Strepsils



Em relação à parte eloquente de sábado, em termos de voz a coisa não descambou como previa no pior cenário. Consegui falar ao longo das quatro horas, conforme previsto, mas tentei fazê-lo de forma pausada, nem que fosse para a audiência não perceber o quão desinteressante é o meu paleio. Além disso, nem cheguei bem a Barry White, nem me atirei para Alvin e os Esquilos. Fiquei basicamente entre estes dois patamares, em termos de voz:




A segunda parte foi mais complicada, pois implicou madrugar no domingo e rumar a Sintra, onde a cacimba era de tal ordem que parecia chuva. Para um gajo com o nariz e os pulmões ainda bastante congestionados, não eram propriamente os 17kms até ao cabo da Roca que assustavam, mas a necessidade de respirar durante os mesmos.



Com direito a subir que nem um leão logo de início, percebi rapidamente que o passeio pelo meio da serra ia ter que ser bem ponderado. As pernas aguentaram bem, mas a respiração foi bastante complicada nas partes mais íngremes e só o facto de estar bem rodado em distâncias largas é que me permitiu gerir o esforço da melhor maneira, de forma a guardar energias. Não deu para o ritmo Speedy Gonzalez, mas também não foi preciso chegar ao ritmo Walking Dead.

Os últimos 4/5 kms da prova foram sempre a descer, da Peninha à Azóia e daí ao Cabo da Roca e como nesse registo o esforço respiratório é menor, ainda deu para apanhar um ou dois amigos que tinham arrancado enquanto eu raspava os pulmões na primeira fase da prova.

O facto inteligente de ter despachado uma muda de roupa para o fim da prova (a contrapor a possível estupidez que foi ter ido correr com este tempo sem estar a 100%), a par de chá quente e líquidos à disposição na meta, ajudaram a que não tivesse piorado, embora também não esteja propriamente melhor.



Não sei se o mesmo se aplica a esta jovem  que fez a prova (ou parte dela) nos preparos que podem ver...

3 comentários:

  1. Pois, agora deixas as corridas e agora dou-te a receita para o remédio milagroso de todos os tempos:

    - dormir e descansar :)

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  2. ah, espera, há umas pastilhas de própolis belíssimas . Chamam-se propotuss e podes comer 8 por dia. Não aconselho passares desse limite...

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  3. 17km? és um herói!
    (já a moça.... mas essas botas (de neve) nem dá para andar direito como é que ela corre??)

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