13.1.14

Choramos sobre cinemas derrubados mas queremos cinema da loja dos 300


A questão do cinema Londres ter ido à vida, ou melhor, a questão do já defunto e encerrado Londres estar em vias de se transformar em loja do chinês, fez-me pensar um bocadinho sobre o que esperamos de um cinema hoje em dia. E embora concorde em parte com a perspectiva do Pedro Rolo Duarte sobre o assunto (tendo inclusive deixado um resumo da minha visão num comentário algo atabalhoado), acho que a coisa ainda pode ter uma análise irónico-profunda – Hoje em dia, boa parte das pessoas valoriza o produto “cinema” ao nível de algo que comprar na loja no chinês – é porreiro e desenrasca desde que não gaste muito dinheiro com isso.

Passando da questão do Londres em si para a questão “ir ao cinema”, vejo a coisa de dois ângulos – as salas e as expectativas das pessoas.



Se analisarmos as tendências das salas de cinema que vão nascendo, face às que vão desaparecendo, para além das componentes técnicas/conforto (que também têm, até certo ponto, a sua importância) é importante ver o crescimento das salas multiplex na seguinte perspectiva da experiência “ir ao cinema”. O facto é que esta experiência é cada vez mais acessória e complementar –  as pessoas vão às compras e ao cinema, vão jantar e vão ao cinema, vão ver montras (desporto nacional) e vão cinema. Nos centros comerciais conseguem isso tudo com máxima oferta em ambos os campos em apenas um lugar de estacionamento ou só com uma deslocação. Acreditem que, a par do factor económico, o factor preguiça também pesa muito.

Na questão das salas há ainda a apontar o planeamento urbano que (não) existe, isto sem eu saber se o mesmo é suposto existir, apesar de eu achar que sim. Os pequenos cinemas mais antigos cresceram dentro de zonas residenciais/comerciais ao longo do tempo, ao passo que os novos estão “montados” enquanto parte de ofertas comerciais gigantes, isto na sua maioria. Os cinemas que surgem não têm em conta a população ou a proximidade de outros cinemas, pelo menos de forma efectiva e até entre si começam a canibalizar-se face ao público decrescente. Nessa óptica, os pequenos cinemas serão cada vez mais pequenas aldeias gaulesas que só resistem em função da poção mágica do cinema. E essa poção está em vias de poder a vir secar.

Isto leva-me à segunda parte da questão – as expectativas das pessoas em relação ao produto “cinema”. Mal se apagam as luzes nesta matéria, surge logo o fantasma da pirataria. E, se é verdade que a pirataria retira gente das salas de cinema, isto não tem a ver só com questões económicas, de preguicite e comodismo, etc, mas também com outro aspecto interessante – são cada vez mais as pessoas que valorizam cada vez menos o cinema. Não enquanto entretenimento, não em relação ao interesse por ver filmes, mas sim como experiência. E assim, 6 euros e tal tornam-se um esforço de aquisição a que muitos não estão dispostos.

Sinceramente, sem achar que são trocos, não acho o valor das salas de cinema exagerado (e eu dispenso os extras pipocas, bebidas e afins, que aí sim podem encarecer a experiência, tendo em conta que não raras vezes um balde de pipocas custa meio bilhete). Quando oiço dizer que uma família de quatro (2 adultos e 2 crianças) pagaria perto de 30€ por uma ida ao cinema, por comparação pergunto, por exemplo, quanto pagaria essa mesma família para ir ao futebol? Ou quanto paga por mês um adepto de desporto por um canal premium por Cabo?
Poderia acrescentar um conjunto de experiências, mas a realidade é que o problema para uma fatia do público não são as salas, nem a conveniência, mas sim o facto do cinema ter passado a ser um produto da nossa “loja dos 300” – A qualidade do que sacámos da net não é grande espiga? Não interessa, foi de borla. Os canais de televisão servem filmes de empreitada, videoclubes, temos publicações a oferecer DVD’s a 1€ e por aí em diante.
Sem darmos por isso, o cinema tornou-se uma espécie de loja do chinês gigante. Quem for fino que continue a comprar cinema de marca.

Para além de concorrer com a Idade de Ouro da televisão, na forma das novas novelas em forma de massificação de séries, o cinema concorre com uma mentalidade que o quer bom e barato ou de borla, se puder ser. É só mais um produto numa prateleira.

O meu “problema” é que o continuo a ver como uma experiência social. Tão válida como ir beber um copo à noite, ir beber um café algures ou comprar um livro e decidir que não me apetece ficar a lê-lo em casa. Vou ao cinema não só pelo filme em si, mas pelo que a experiência em si me proporciona – um ambiente diferente, um cenário distinto, algo que me tira da rotina e onde aquilo que invisto não é apenas um somatório dos Euros do que lá gastei. Vou todas as semanas? Claro que não, mas vou o suficiente para me recordar da diferença entre ficar em casa a fazer “o mesmo” ou optar por fazer algo diferente.
E essa memória e essa experiência não se encontram na loja do chinês do cinema. Por enquanto...

19 comentários:

  1. Eu acho o cinema caro para o que se ganha e vou lá muito menos vezes do que iria noutras circunstâncias. E acho que realmente 30€ por uma família pode ser um arrombo nos dias de hoje. Se há alguma coisa a fazer não sei, existem descontos em algumas distribuidoras, por isso suponho que seja possível.

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  2. Eu desde que me conheço, devoro cinema. Aliás, cinema é a coisa que mais gosto.
    Sempre fui muito ao cinema, inclusive, quando vivia em Lx, tinha o cartão "Medeia" e chegava a ver 3 filmes por semana. Inclusivamente ao Domingo, fazia sessão dupla. Às vezes, sacava filmes e vi-a no pc.

    Actualmente, tenho um LCD de tamanho considerável, onde vejo os filmes que saco em Blue Ray. Deixei de ir ao cinema (fui a semana passada e irei amanhã) mas pode passar 1 ano e ir uma vez. Não tenho condições monetárias para pagar bilhetes a 6€. Ainda por cima onde vivo, tenho umas 6 ou 8 salas mas só com filmes comerciais.

    Saco e vejo no conforto do meu lar e com excelentes condições.

    Mais sincera, não posso ser.

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  3. Atenção, eu não ponho em causa que as pessoas sinceramente acreditem que o cinema é caro, mesmo que eu não concorde totalmente com isso. Acredito que mesmo quem tenha cartão ZON e consiga 2 bilhetes por 6 euros e tal, ainda assim não usufrua dele com a regularidade esperada, em função de não valorizar o esforço.

    Simplesmente, perante essa desvalorização, o que se pode deduzir é que o cinema enquanto experiência é cada vez menos importante para as pessoas e que as salas/oferta serão cada vez mais um reflexo disso.

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  4. Também vejo uma ida ao cinema enquanto uma experiência e prefiro mil vezes ver um filme no cinema do que ver os filmes em casa mas, enquanto que antes ia ao cinema todas as semanas (nos tempos de estudante, ia até mais do que uma vez ao cinema), agora vou apenas uma ou duas vezes por semana. E faço-o por dois motivos. Um deles é o preço: os filmes chegam cada vez mais rapidamente aos clubes de aluguer e, entre pagar dois bilhetes a cerca de sete ou pagar uma vez cerca de três Euros, conseguimos poupar cerca de 40 Euros por mês cá em casa. Neste momento, faz-nos bastante diferença...
    O outro motivo é a falta de cinemas fora de centros comerciais e/ou pelo menos em centros comerciais sem pipocas: entre ver um filme que só está, por exemplo, no El Corte Inglés e ver o mesmo filme em casa, prefiro ver em casa onde sei que a minha experiência não será perturbada por barulho de pipocas a serem mastigadas.

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    1. É compreensível e mesmo entre quem gosta de ir ao cinema não é raro ver casos em que entre razões económicas e a falta de identificação com o espaço/fauna local as idas se reduzem de forma acentuada.

      É um exemplo da necessidade de repensar a experiência :)

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  5. Eu não considero a ida ao cinema cara. Secalhar muita gente vai todos os fins de semana a uma loja do chinês e gasta lá mais dinheiro em tralha, muitas vezes sem precisar, mas só porque era barato! Aquilo que sériamente me incomoda no aspecto altamente comercial do cinema, é a forma como as salas estão impestadas de gente que não sabe estar, fazendo barulho constante sem respeito por ninguém, quer com os pacotes de pipocas, com as bebidas sugadas desalmadamente pela palhinha, os sons dos telemóveis, as risadas, as conversas... Enfim. Eu como grande adepto de cinema, procuro fugir a este tipo de situações, mas cada vez é mais dificil. Acabo por considerar que o cinema ´talvez também não seja tratado e respeitado da melhor forma pelas cadeias de distribuição, que ao venderem estes produtos altamente desnecessários a uma sala de cinema, acabam em grande parte afastar muita gente.

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    1. Mas esse aspecto, o dos "selvagens" que por vezes se encontram em salas de cinema tem muito que ver também com o sítio onde os mesmos estão instalados (e também com horários de sessões). Tudo quanto é centro comercial acarreta esse risco, mas também é aí que encontras a amostra maior do público actual.

      Pipocas, refrigerantes, putos (mas não só) e telemóveis podem ser claros efeitos desmotivadores.

      Por vezes, indo à Alvaláxia num fim de semana à tarde (sem futebol) ou a meio da semana à noite já consegui ter 2/3 pessoas na sala ou um máximo de dez. E aí compensa...

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  6. Há pessoas que não têm dinheiro para pagar os bilhetes de Cinema, mesmo com essas promos, e que também não podem pagar canais premium nem bilhetes para a bancada do estádio... O problema é também esse.

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    1. Como já referi, não ponho em causa esse tipo de questões, obviamente que a ter que cortar, corta-se no acessório e dispensável.

      Mas, comparando isso com a generalidade de experiências de entretenimento e consumo, eu vejo imagens de estádios de futebol com pessoas que não me parecem ser abastadas, vejo lojas sem roupas muito antes dos saldos atingirem o pico, vejo telemóveis topo de gama na mão de gente que só usa câmara, facebook e chamadas.

      Alguns padrões mudam, algumas experiências alteram-se e outras perdem valor...

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  7. Frederica Monteiro13/01/14, 18:17

    Caro Mak,

    Tenho para mim que o desinteresse pelo cinema tem mais a ver com o excesso de oferta do que pelo custo do bilhete que também não considero excessivo, se estivermos a falar de um filme que queremos realmente ver e por cuja experiência valha mesmo pagar.
    Acho é que as pessoas, como nas relações, se desinteressam por aquilo que está facilmente acessível, e que não exige nem esforço nem oferece novidade, até porque os filmes da moda do momento, os must-see da indústria cinematográfica, esses, esgotam sempre ou pelo menos têm casa cheia.
    Na minha humilde opinião, o que estraga tudo é a falta de factor how, a escassez de oferta em relação à procura... tenho para mim que se essas salas de cinema fossem sazonais, com pré-reserva de bilhetes com lista de espera acima de um ano, e com filmes tão exclusivos à prova de pirataria e vídeo, passaríamos a ter uma nação de cinéfilos.
    Por aqui onde moro, terra onde o cinema ainda é relativa novidade, todos os filmes esgotam a uma velocidade estonteante, e tudo o que possa ser visto no grande ecrã é consumido com um entusiasmo comovedor.
    Acredito mesmo que o mal, o grande mal, não está no cinema em si, mas no marketing que o rodeia, que já viu melhores dias... :)

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    1. É uma visão possível :)

      A visão elitista de um cinema que não é para todos (apesar de ver que o factor preço já exclui alguns) chateia-me um bocado e o excesso de oferta referido é também fruto da proliferação de meios de difusão (cinema, dvd, computador, televisão, canais xpto, etc)

      O factor tecnologia "à prova de piratas" não existe, mas existe um conjunto de experiências que podem ser feitas para tentar dinamizar a experiência e isso passa não só pela logística, como pelo marketing.



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  8. Concordo contigo, mas ultimamente tive uma experiência diferente num contexto especial. Tenho ido ver bailados (também há óperas) ao vivo nos cinemas Zon Lusomundo das Amoreiras e apercebi-me que é uma experiência mais semelhante às idas ao cinema de antigamente. As sessões estão quase sempre cheias, sobretudo com pessoas no escalão de idade 50+, há mais respeito pela exibição (menos pipocas, menos barulho, menos confusão), talvez por ser única e em directo, e as pessoas até batem palmas no fim (até me parece que se vestem melhor para vir a estas sessões, vê lá). Os bilhetes são caros, 10€, mas para quem não pode aceder a este tipo de produções de qualidade (Royal, Bolshoi, etc.) é uma boa opção. Apesar de ser num desses cinema-pipoca da Zon, o público comporta-se de forma diferente (não sei se pela diferença etária ou cultural). Acho que é uma boa forma de tornar os cinemas mais apelativos, porque é um produto exclusivo, diferenciado e por ser menos banal, as pessoas dispõem-se a pagar mais por ele. As sessões estão sempre cheias, acho que é uma boa forma de fazer coisas novas e diferentes para trazer público ao cinema.

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    1. Isso vai um bocadinho ao encontro das ideias que me ocorrem para "modernizar" ou "reactivar" certos aspectos no conceito de ir ao cinema.

      Porque não é só o fllme, é a sala, o público, a forma como este se comporta, o valor vs o que recebes em troca.

      E se experiências como essa funcionam, por serem diferentes, por levarem o público a um sítio para ver algo em condições a que normalmente não teriam acesso, isso prova que ainda há margem para inovar com formatos que já têm alguma idade...

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  9. Há vários tipos de "experiência de cinema" legítimas, que não estão apenas em salas de cinema, que também podem passar por querer ver filmes em sistemas de 'home cinema' que custam mais do que um carro em segunda mão; ou preferir ver um filme iraniano no ecrã de um laptop ao invés de perder duas horas de transportes para assistir a esse filme numa sala desconfortável em Lisboa. A "experiência" está a modificar-se e a evoluir, como sempre esteve (antigamente iam de paletó e fumava-se), de acordo com a racionalidade dos agentes económicos, é discutível se é para melhor ou pior. Mas acho que é 'missing the point' dizer que o 'pirata' não valoriza o filme, ou a experiência.

    Mas mesmo se falarmos da "experiência em SALA de cinema", e embora se tenha popularizado (não sei bem porquê) a ideia de que o cinema está num longo e histórico declínio, a verdade é que dos anos 90 para os 00s, a audiência do cinema praticamente duplicou. É verdade que tem caído nos ultimos três anos, mas não será alheio o contexto de crise económica, etc.etc. Também foi nos últimos anos que o cinema passou a concorrer com uma oferta cultural muito mais dinâmica nas cidades portuguesas, além do aumento da pirataria, o que torna os números ainda mais interessantes.

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    1. André, eu referia-me à experiência "ir ao cinema", é certo que tanto o home cinema, como um conjunto de factores leva o cinema até muito mais perto das pessoas e em experiência diferentes sobre um mesmo tema.

      A pirataria faz parte do fenómeno, aliando conveniência (vejo o que quero onde quero) ao lado económico (já pago pela net, não pago pelos downloads) e se me disseres que o pirata gosta de cinema, disso não há dúvida, pelo menos o interesse está expresso no acto (embora há quem faça downloads por vício de ter disponíveis coisas que depois acabar por nunca ver).

      Se me disseres que valoriza a experiência "ir ao cinema", aí já não acho minimamente linear.

      As razões para piratear são diversas e há quem o faça para ter acesso ao que não tem cá, para ter acesso primeiro do que quando estreia cá, para poupar uns cobres ou pela preguiça de sair de casa ou enfrentar a logística desse facto e por aí em diante.
      Eu próprio já usei isso em relação ao futebol, porque em muitos casos não valorizo a experiência "ir ao futebol" e o streaming serve perfeitamente para as minhas expectativas...

      E na experiência em sala, aí acho que o declínio para além das razões económicas, que têm obviamente o seu peso e dos piratas e etc e tal, tem ainda que ver com a forma como a coisa é pensada desde a distribuição, ao tipo de salas disponíveis e aos serviços associados.

      Para além da lógica da distribuição da população nos grandes centros, há exemplos que já existem nalguns casos e que tentam enriquecer a experiência, nem que seja de forma complementar (e já nem falo dos problemas de salas single vs multiplex). Não falo obviamente de bilhetes VIP e macacadas do género... (voltarei a isto em post).

      Sinceramente, acho que tens razão quando dizemos que as coisas evoluem e se modificam, e a experiência "ir ao cinema", para concorrer com tudo o que existe e com a alteração de mentalidades em relação a ela, a curto/médio prazo tem que criar soluções para não se limitar a sobreviver...

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    2. Mas a questão principal, a que eu já tinha aludido, é que não percebo essa pressuposto central de argumentação que é o cinema estar em modo de sobrevivência. Há uma ligeira queda dos ultimos anos (NALGUNS países a nível mundial) explica-se bem pela crise, melhoria (investimento e valorização) da experiencia caseira, e netflixes e quejandos (não vou falar de pirataria porque tenho uma visão bem mais subversiva da coisa e não quero desviar a conversa).

      Mas é uma indústria que continua a facturar obscenidades. O cinema em sala continua bem vivo, com altos e baixos, como já acontece há décadas.

      Podemos, mas acho que o texto não era sobre isso, falar da questão do cinema de bairro estar a morrer, mas isso é outra conversa. Agora dizer que, no geral (no texto não fazes distinção), a experiência cinematográfica se tornou a loja do chinês (em termos de qualidade dos filmes de hollywood, talvez concorde), já acho que é bem mais discutível.

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    3. Eu acho que ainda não está em modo sobrevivência, mas creio que para lá caminha a médio prazo. Como referiste, nos últimos anos (com a ressalva da crise) por cá há decréscimo nas salas, mas não é algo marginal, salvo erro estamos a falar de menos 1 milhão de espectadores de 2012 para 2013 (para aí perto de 10%), que reforça a tendência de 3 anos consecutivos.

      Estou a falar de Portugal e isso é um micro-micro mercado na indústria do cinema, que obviamente continua lucrativa. Não só pelo que factura em bilheteira, mas por todos os produtos associados que lhe trazem receitas e que nós consumimos de diversas maneiras. (e sob subversão e pirataria marcamos também na agenda, porque eu também acredito em teorias tão diversas ;) ).

      Quando digo e de facto é no geral em Portugal que acho que o cinema se está a desvalorizar enquanto categoria de produto (e sim, o bolo geral de Hollywood ajuda), posso exagerar na loja do chinês mas não deixa de ser a minha forma de ver as coisas. Posso estar errado até porque isto já mexe com razões subjectivas e análises sociológicas mas talvez cada vez mais se consumam filmes não pelo filme em si, mas por um misto de necessidade de consumo de entretenimento e uma espécie de sedativo social acessível.

      Também sei que felizmente não é assim para todos, nem se trata de uma visão apocalíptica e dogmática, até porque acredito que há quem defenda outros pontos de vista plausíveis.

      Este calha a ser o meu.

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  10. Muitas vezes fui ao Londres, muitas vezes fui ao King. Chora-se sobre o leite derramado.
    Nunca pirateei, nem sei faze-lo e faz-me imensa confusão salas de cinema cheias de gente que não sabe comportar-se, para além de odiar c.comerciais e filmes com pipocas.
    Não sei onde vamos parar...

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    1. Mais difícil do que prever onde vamos parar é saber o que fazer para ir parar a um sítio diferente face a esse tipo de cenários.

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