16.12.13

Publicidade, alucinação ou uma espécie de advocacia sexy?

Comecemos pela prova A) (o vídeo de apresentação pode ser visto aqui)



Acrescente-se o site da firma como Prova B) - Site da firma de advogados

Quando vi isto pela primeira vez no fim de semana pensei aquilo que possivelmente muita gente pensará sobre ramos de negócios que envolvem horas que custam dinheiro. Pensando mais um pouco ocorreu-me que nunca tinha visto nada do género por estas bandas, pelo menos para advogados. Independentemente de ser bom ou mau, chamará a atenção?

Chama com certeza. Podemos depois questionar sobre se chamará a atenção pelos motivos certos, mas até isso é debatível. Se fosse o genérico sobre uma série portuguesa de televisão sobre advogadas, a crítica seria feita da mesma forma? Isto põe em causa o profissionalismo das pessoas que lá aparecem?

É um vídeo institucional com mulheres, a tentar puxar pelo estilo e com um fundo profissional. Obviamente que vai dar que falar e muito provavelmente já foi feito com essa intenção. Do ponto de vista publicitário, descontando ali uns pormenores do filme, que poderiam ter sido simplificados/menos focados, até porque não eram necessários, acho que cumpre. A advocacia é uma área cinzenta, percebida como tal, um mundo de homens em que o ideal dos clubes, dos almoços de negócios e dos meandros dos grandes escritórios são tudo menos apelativos e entusiasmantes.

Do ponto de vista estético, sobre se é piroso, se o styling funciona, se o "c'órrore, é uma madame a apresentar serviços" é mais do que ruído de fundo, acho que já vão haver especialistas a dizer de sua justiça. Da minha parte, é certo que há sempre matéria para piadas, se quiser - mas isso há sempre e isto não é excepção.

Finalmente, a nível profissional, eis a grande questão - será que vamos ter benchmarking, com advogados a botar cenário em novos vídeos do género? Será que a troupe da Maria do Rosário vai ter que levar com a peer pressure, que lhes vai tentar reduzir ao máximo a credibilidade, mesmo que não tenha mais que isto para pegar? E que tipo de novos clientes vão bater à porta, gente que olhou para os méritos ou que viu apenas o vídeo?
 

Como em tudo em que se tenta fazer diferente, as questões, a tempestade, a bonanza, o marasmo e a excitação podem vir todos de mãos dadas, qual Maria Rosário Mattos e Associados, mas sem tantos planos de Lisboa e de táxis. Resta saber se também estão preparados para isso.

 



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