12.12.13

O efeito panda triste


Podia continuar abalado pelo Mandela, especialmente depois de saber que o tipo da linguagem gestual, em vez de traduzir os discursos da malta no funeral pode ter estado a fazer algo que fica entre a receita de arroz de marisco e a Macarena. Podia também deixar-me abater pelo facto do Nadir Afonso também já cá não andar e rumar a uma estação de Metro onde pontuam obras suas para ficar a contemplar as ausências presentes.

No entanto, o meu egoísmo fala mais alto e o efeito panda triste que paira em mim tem que ver com o facto de há mais de 24 horas não conseguir respirar pelo nariz. E eu gosto de respirar pelo nariz. Para ser mais preciso, gosto de respirar em geral, mas tenho uma certa afinidade pela respiração nasal.
Não imaginam o depressivo que foi ir correr hoje de manhã e parecer uma locomotiva emissora de muco a arfar, a ponto de me ocorrer que nem em dobragens de filmes porno se emitem sons tão guturais.

Enfim, cheira-me que vou sobreviver (é uma metáfora, de momento não me cheira nada), mas hoje ninguém me tira o ar de panda triste, de boca aberta e ar cabisbaixo.

Já se viu que a inspiração não está grande coisa. Especialmente a nasal...

1 comentário:

  1. :(

    (não me ocorre mais nada, porque fiquei ainda mais triste ao ler-te. embora inspire pelas fossas nasais)

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