4.11.13

Dois minutos sobre boçalidade


Boçalidade é para mim como ir de A para A, um percurso tão tosco que não chega a sê-lo, é deixar cair por terra toda a noção de mais valia que se possa acrescentar a um diálogo, a uma conversa, a um momento de humor por mais simples que seja e atirar-lhe uma pedra. Irrita-me o conforto e a diversão que alguns encontram nela ao ponto de se divertirem nadando numa piscina de vulgaridade e terem gozo em mostrá-lo.

Boçalidade não é simplicidade, é ser básico no lado mais negativo da palavra e, numa época em que o tempo vale ouro, perder tempo com isso mais não é do que entregá-lo ao bandido e refiro-me aqui tanto ao ouro como à falta de critério.

(da série “dois minutos sobre...”, em que enfrento a primeira palavra ou pensamento que me surge à frente num dado momento e escrevo sobre isso nos dois minutos a seguir)

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