15.11.13

A lenda das "pessoas que não ligam a marcas"

Numa era de imagem, consumo e uma percepção da realidade que nem sempre corresponde à mesma, ainda assim não é raro ouvir alguém com a conversa "Ah, eu não ligo a marcas".

Não tenho um teste de despistagem estilo Blade Runner, mas quase que posso garantir que em 98% dos casos em que essa afirmação é proferida, não corresponde à verdade, pelo menos de uma forma geral. Acredito que existam pessoas que não ligam a marcas em determinados aspectos da sua vida, mas esquecem-se de que o fazem noutras áreas. É muito fácil ser selectivo numa argumentação que nos é conveniente mas, por outro lado, também é verdade que o conceito de "marca" não se resume ao que levamos no carrinho do supermercado, à bebida da nossa preferência, à roupa que vestimos ou ao carro que conduzimos.

É aí que a coisa se torna interessante, quando o conceito de marca se torna algo no campo do inconsciente, a ponto de pensar que não lhe ligamos...

10 comentários:

  1. Quando tiver o teste pronto, quero fazê-lo.
    Não é mito senhor, existem mesmo pessoas que não se importam com o mecanismo do "branding". Requer, como é óbvio, um desenvolvimento longe do "habitat" desse processo.

    Vi um documentário há algum tempo com o nome "Play" - nos primeiros minutos de trailer fiquei com a sensação de que a humanidade vai passar dias muito, muito agrestes.

    Espero que o veja.

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    1. Isto não é dogmático, mas também noto que a percepção de branding hoje em dia é uma coisa tão vasta que vai do telemóvel ao ensino privado para os miúdos, do sítio onde se corta ao cabelo aos lugares onde se fica quando se vai de férias...

      Mas, numa coisa estamos de acordo, não se avizinha um futuro fácil...

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  2. Eu acho que não existe ninguém que não ligue às marcas, pelo menos se formos a falar em todos os apectos da nossa vida e não só de roupas. Eu por exemplo não ligo a marcas de roupa, seria impensável para mim dar um balúrdio por uma carteira Louis Vuitton mesmo que tivesse o dinheiro, mas um televisor Panasonic não é o mesmo que um televisor Becken por exemplo. Leite por exemplo só bebo Agros ou Mimosa, já tentei vários marcas brancas e caras e só consigo beber estes. Existem coisas sim em que a marca faz a diferença. Quanto às roupas o grande problema a maioria das pessoas compra as marcas nem sempre pela qualidade (porque algumas já se sabe onde fabricam as coisas não é?) mas por uma questão de status. Só compram a roupinha se tiver lá o simbolo bem visivel...

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    1. E existe outro aspecto a ter em conta, para além de poder não se ligar a marcas em determinada área e depois noutra ser-se completamente dominado por branding. Refiro-me às pessoas que dizem não ligar, mas depois reparam em tudo o que os outros usam...

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  3. Ligamos todos a marcas. Uns mais do que outros, mas ligamos.

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    1. Eu diria que é por aí e há limites em que a coisa tem (ou não tem) uma lógica sustentável do ponto de vista sociológico. Mas rapidamente se derrapa...

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  4. Ninguém liga, ninguém liga mas se lhes põem na mesa uma oferta de um carro nas mesmíssimas condições Mercedes por 5.000 ou um Dacia por 5.000 euros, quantos escolheriam o Dacia? Ah e tal, se é para gastar dinheiro, q seja o que tem fama de ser muito bom. Branding.

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    1. Percepção e realidade são coisas que nem sempre andam de mãos dadas...

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  5. Eu não ligo mesmo nada a marcas. Excepto o leite sem lactose da Mimosa. Apesar de nunca o ter comprado, mas sinto neste momento uma compulsão inexplicável para fazê-lo.

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    1. :) O poder da sugestão virtual enfardado às colheradas às vezes ajuda...

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