28.11.13

A “escolha” entre a mulher ou o futebol


Calhei hoje a rever este vídeo, que é um exercício interessante que confronta adeptos ferrenhos do Newcastle com uma pergunta “E se tivessem de escolher entre a vossa cara metade o vosso clube?”. A coisa é promovida pela Puma, em conjunto com o Departamento de Psicologia da Universidade de Bristol e o vídeo, apesar dos seus nove minutos, vale a pena ver, quer pelos resultados, quer pelas reacções dos adeptos, que vão do velhinho casado com a sua senhora há 200 anos até ao semi-hooligan, passando também pelo entusiasta pai de família.






Desde bonecos de vodu (muito na moda) com a figura da mulher e do jogador favorito e agulhas à espera ou o corte de fotografias de estimação, a forma como as pessoas reagem dá que pensar – é possível gostar tanto de futebol a ponto da dúvida ser dilacerante perante estas escolhas?



Gosto muito de futebol, já sofri pelo meu clube, mas nunca estive perto da clubite fervilhante (aguda em certos casos), daquela que sofrem os que vão religiosamente ao estádio, que criam ódios por clubes rivais e cujos principais desaires e vitórias do clube são candidatos imediatos a marcos importantes na sua vida. Será que quando se desenvolve um amor “real” por um clube, por futebol, isso rivaliza mesmo com uma relação com uma pessoa?



Suponho que a partir de algum limite a coisa passe do patamar saudável, tal como é possível isso acontecer numa relação com uma pessoa. No entanto, um adepto no estudo dizia “Ah, mas eu já gostava do clube antes de gostar dela...”, o que a mim me indica que é perfeitamente possível em certas cabeças clube e parceiro disputarem atenção em pé de igualdade. Não será preciso chegar ao patamar “quando o Benfica perde, alguém apanha lá em casa...”, mas é assim que nascem essas mito-realidades urbanas.



Na minha cabeça, essa escolha não existe. Na táctica que escolhi para a vida, o futebol por muitas alegrias que traga pode ficar sempre no banco. Se calhar o meu coração sofre de insuficiência futebolística, mas não é grave.



Agora, se estivesse em causa assistir a uma final da NBA....

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