29.10.13

Uma questão de números favoritos


Poucas são as pessoas que não têm números favoritos, números da sorte, números especiais e por aí em diante. Para alguns são indicadores fortes quando se trata de escolher alguma coisa em que os mesmos possam ter influência, para outros são apenas o que fica mais à mão para preencher o boletim do Euromilhões e depois, quando sai a chave, ficar a dizer “Epá, mas sai sempre ao lado, não percebo”.

Há quem aponte especialmente para números primos, mesmo que inconscientemente e há quem tenha ponha os ímpares acima dos pares ou vice-versa. Embora não seja dogmático, também tenho as minhas preferências e se para alguns deles tenho explicações quase lógicas, noutros a coisa está ao nível do “é assim, porque é assim”.

23 – É o dia em que nasci, o número da porta do prédio em que cresci e o número utilizado por possivelmente o melhor jogador de sempre da NBA.

13 – Número que se liga a mim de várias formas, quer em datas muito significativas, quer pelo facto de ter sido o número que usei durante mais épocas enquanto jogador (e ainda uso, a nível amador) e também pelo facto de ser do contra em relação a essa história do azar já que, se for a ligar a isso, para mim é exactamente o inverso.

32 – Número do meu ídolo no basket e de um autocarro mítico da minha juventude.

11/15 – Para além do 13, este foram os outros números que usei quando este por algum motivo me foi negado ou não estava disponível.

42 – Por ser a resposta a tudo no Universo e por também estar ligado à minha carreira de utente de transportes públicos.

A par disso, prefiro ímpares a pares,  daí que de zero a dez me fique quase sempre pelo 3 ou pelo 7. Gosto também de combinações em duplicado, do género 22, 55, 77 e por aí em diante. Não ponho o alarme a horas certas, do género 7.30, 8.00, prefiro 7.27, 8.03 e tenho uma certa raiva a preços do género 13,99€ ou 1499,97€, apesar de saber que é o tipo de arredondamentos a que as pessoas reagem psicologicamente melhor.

Gosto da expressão tenho a cabeça feita num oito, gosto de títulos de livros e filmes que são só números, sudoku tem dias, se não desse chatices não me importava de estar metido num 31 e acho que números privados ao telemóvel são desprezíveis, mas em relação a números em privado isso são outros 500.


E posto isto, aposto que há quem tenha razões muito mais inteligentes do que eu para escolher os seus números, mas se eu fosse um gajo inteligente não estava para aqui a escrever posts para fazer número...

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