14.10.13

Fragmentos do meu, do teu e do Seu Jorge – vol.1


Estava a passar a versão adaptada do Damien Rice, esse clássico para comprimir parceiros do “É isso aí”, que é simpático mas está longe do meu top.

Diz uma rapariga ali ao lado, tentando projectar ironia “Lá vem uma musiquinha daquelas para casalinhos...”. A amiga não a está a ouvir, está entretida a apertar o seu parceiro como se ele fosse um boneco anti-stress.

A ironia estava-lhe na boca, mas a linguagem corporal dizia-lhe “é isso aí, é”. Seu Jorge, sozinho com o violão, ia atirando lenha para a lareira.

No fim da música, a ironia tinha ido comprar cerveja, porque da mesma boca ouvi “Ah...só faltava a Ana Carolina...”. Era mentira, percebia-se que faltava algo mais para não faltar nada.
É isso aí Seu Jorge, bota lá um funk, arranca lá o ritmo e deixa de desmascarar corações.

1 comentário:

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