10.10.13

A gravidade - finalmente um filme 3D que faz sentido





O 3D é uma tendência tecnológica que virou moda no cinema. O problema das modas é que por cada bom exemplo há vinte cem que não interessam. O Avatar abriu a porta mais recente (com o crédito de ter sido filmado especificamente para explorar esse efeito) mas, a partir daí, há uma batelada de 3D para encher chouriços. Para mim, o 3D devia ser algo que reforce a envolvência e o mood do filme e não apenas para vermos um peixe a nadar na nossa direcção ou uma explosão pós-moderna, caso contrário é apenas um efeito para divertir crianças. E a mim não me apanham nisso.

Um dos filmes que considerei que poderia ter beneficiado com 3D foi o Inception mas depois li que o Nolan chegou a experimentar a ideia, mas acabou por não levar a coisa para a frente por não considerar que iria ficar a ganhar, face à tecnologia que estava a usar. E será que alguém que viu o filme achou que a cinematografia era fraquinha ou ficou aquém do esperado? Eu não.

Até que ontem vi o Gravidade e nem vou discutir aqui os méritos/problemas do filme em si, tirando que é curto (1h25m) e intenso (dois personagens, a Terra em background, cenário deslumbrante). Quando me disseram que era em 3D fiquei logo a pensar “Epá, lá vem um esquema só para mostrarem uns satélites no ar e coisas a gravitar na nossa direcção”. Enganei-me, o 3D faz todo o sentido aqui, numa experiência no espaço em que muitas vezes adquirimos a perspectiva dos protagonistas em gravidade zero. O 3D faz sentido porque é uma ferramenta que reforça a narrativa e não um truque cinematográfico para encher o olho, fazendo com que seja fácil, por breves instantes, sentirmo-nos como a Sandra Bullock ou o Clooney se poderiam sentir.

Tirando na questão do silêncio no espaço, que as salas de cinema em Portugal ainda não estão assim tão evoluídas.

Este é daqueles para ver no cinema e em 3D, nem que seja para criticar a experiência de uma forma completa.

Também há boas notícias para quem usa óculos e sempre que vai ver filmes em 3D passa de 4 a 6 olhos – estão a chegar umas pequenas aplicações que permitem fixar por cima dos óculos normais a película 3D, estilo grampo – um bocadinho como aqueles óculos de ver que têm capota de óculos escuros.

2 comentários:

  1. É o tipo de filme que gosto de ver no cinema, tou curiosa para ver.

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