6.9.13

O dançarino medieval


E logo quando pensava que ir a uma reunião (ver update-resumo no post) tinha sido o pináculo dos momentos twilight zone do dia, eis que recebo um convite nocturno, um convite que implicava skills de dança.

Poderão pensar: mas será que este tipo possui skills de dança para além de segurar um copo na mão e oscilar como se fosse um barco ao sabor da maré ou, pior ainda, será que é chamado o dançarino-epiléctico, daqueles em que nunca sabe onde acaba a dança e começa o ataque?

Sim, eu danço. Podia ser pior, podia dar-me para o ikebana.
No entanto, longe de ser um Swayze pós-moderno, o rei da salsa ou qualquer coisa que implique folhos e técnica apurada, sou apenas um gajo que entra no ritmo.

Mas, eis que de repente, me surge um convite para ir fazer “uma cena de danças medievais”, sendo que uma cena ficou entre um workshop, uma demonstração e na volta aquilo tem uma coreografia e vais usar um daqueles calções em balão.

O pequeno dançarino que vive em mim encolheu-se de medo e ficou em estado de choque: “Não me vais fazer isso, antes ir fazer sapateado para reuniões...”. Sosseguei-o, a saída de emergência estava assegurada.
“Tem calma, Gene Kelly, temos um casamento fora de Lisboa para ir, não vai dar”.

O pequeno dançarino sossegou seu coração. Já o pequeno cidadão irónico dado à observação social ficou dividido: danças medievais ou casamentos. Tanto potencial e tão pouco tempo para a clonagem.

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