31.8.13

Verdes, vermelhos e piropos



Tenho amigos do Sporting e tenho amigos do Benfica. Não tenho nenhum amigo árbitro.
Já conheci uma mão cheia de jogadores da bola. Nunca conheci a mãe de nenhum deles, nem a de qualquer árbitro. No entanto, conheci uma senhora que dizia ter tomado conta do Figo, quando ele puto e veio para o Sporting.

Conheço muitas mulheres, não conheço quase nenhum trolha.

Ainda assim, arrisco a dizer que nas próximas duas horas não vai haver grande margem para piropos. A bola é mais pródiga em insultos, muitos deles indirectamente relacionados com as progenitoras dos protagonistas e emitidos por trolhas e doutores, homens, mulheres e crianças. Se há coisa que a bola preza, é a democracia ao nível do insulto, há para todos os gostos e servido em iguais doses por todas as classes e géneros.

A bola é também um espelho curioso do ser humano, do ponto de vista do espectador. Pena que normalmente não estejamos a olhar para o reflexo.

E agora, vamos lá mergulhar na selva, a uma distância segura, que o jogo vai começar.

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