19.8.13

Quando o teu auto-retrato é lastimável


Uma coisa boa que podemos ter é a noção das nossas capacidades, de forma a podermos desafiar os nossos limites. No entanto isto é um bocado falacioso, porque só testando os nossos limites é que podemos descobrir onde acabam as nossas capacidades e começa o território desconhecido.

Metendo a filosofia na sacola, serve esta argumentação apenas expor o seguinte: as capacidades que possa ter ao nível da escrita, são equilibradas (e até superadas em larga escala) pela minha inépcia ao nível gráfico, quer em desenho, quer em trabalhos manuais que tenham uma componente de grafismo.

Por isso, quando me pediram para fazer uma espécie de auto-retrato, não podendo escrever e utilizando só o que tinha à distância de um braço, o resultado foi este:



Olhando bem para o resultado final, a coisa não podia ser mais dramático-risótico-surreal: não houve arte para colocar o cabelo que existe, inverteu-se a proporção pernas-tronco. Pobre de mim que, sem mãozinhas, irei agora passar a ganhar a vida pintando calendários com a boca. Parece que continuo ligado à publicidade, mas em registo cartaz humano ou então mudei de gosto musical e tornei-me pastilhado. Não dá para perceber bem se estou em tronco nu, mas parece que poderei gostar de dançar o vira.

Sobra a “capacidade” de ter feito isto em dois minutos e, ao contrário do boneco, a sorrir.

2 comentários:

  1. Muito bom.
    Saia a "Campanha Contra a Halitose"

    (embora eu ache que ficaria tudo mais bonito em verde)

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  2. a tua cara com uma expressão de 'please...kill me now...'

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Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.