20.8.13

Quando o dia é um presépio, resta saber que figura somos





Digamos que, metaforicamente falando, o dia está a ser assim. No entanto, conforme as coisas avançam, recuam, mudam de lado, saltam, escondem-se e vão gerando cadeias de eventos imprevisíveis, levanta-se uma questão - a que personagem me colo melhor?

- Ao tipo que está a tentar safar algo que correu mal, mas não sabe bem o que está a fazer, nem se isso que vai fazer resulta?

- À tipa que está a segundos de acordar para a vida, depois de viajar na maionese?

- Ao gajo que percebe de muita coisa, mas que neste momento está apenas entalado a ver o cenário desenrolar-se e a esperar que não sobre (mais) para ele?

- À gaja que acha que vai correr tudo mal e que a melhor solução é entrar em pânico, ainda que nada disto seja uma decisão racional e consciente?

- À espectadora que, pura e simplesmente, não consegue desviar o olhar de um acidente que está à acontecer  e do qual ela faz parte, ainda que no papel de espectador com pouca relevância ao desenrolar do caso?



Lá mais para o fim do dia já devo ter uma opinião mais concreta sobre o assunto.




4 comentários:

  1. gajas em maionese. acho que era uma coisa que um verdadeiro macho heterossexual iria gostar.

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  2. sou o Gaspar, sempre, todos os natais

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    Respostas
    1. Cheira-me a história de família ;)


      (eu fiquei na dúvida sobre se fui burro ou menino...)

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