1.8.13

Homens vs mulheres - Uma análise feita de salada

Em conversa com uma amiga minha que fez uma curiosa analogia sobre a forma infantil como certos homens se comportam à mesa, com coisas como legumes e salada, partindo daí para como essa atitude é um retrato da "classe" em determinadas áreas da vida, não resisti a responder-lhe de volta. Disse-lhe ainda, a tua resposta vai dar um post, mas serás usada como bode expiatório, porque não é tipo de análise a que me dedique, por já ser uma área temática onde não faltam experts blogosféricos em cada esquina. Por isso miúda, a culpa desta salada é tua:


Há uma coisa em que ambos os géneros, estejam ou não acompanhados de salada, estão de acordo: na generalização dos contrários.

As mulheres gostam de colocar todo esse grande género que são “os homens” num panelão. Limam-lhes as diferenças, anulam-lhes as particularidades e tornam tudo numa massada de maçadas – “os homens são todos iguais”. Como é óbvio, cada qual tempera esse prato que são “os homens” à sua maneira e consoante a sua experiência, apenas com a certeza que, a forma como diferem dos homens na forma de ver a vida, é dos poucos temas em que se arranjam consensos entre mulheres a falar do género masculino. 

Não digo que a razão não exista diluída em certas partes, por exemplo no cariz mimado à mesa que muito homem acima dos 30 tem graças ao colo da mãezinha. Também digo que hoje em dia, muitas são as mulheres que cresceram mimadas à mesa pelas suas mãezinhas. Mas eu sou homem e lá tinha que arranjar maneira de dizer que as mulheres falham tanto (ou mais) que nós. Somos todos iguais.

Os homens, mais parcos de raciocínios, tirando naquilo que realmente os apaixona e aí difícil é calá-los, alinham no paradoxo “Epá, as gajas são assim, o que é que queres…”. E assim, nas brasas em cima das quais são mestres a colocar as febras na grelha (literalmente, sem segundas intenções de género feminino), vão desfiando o ror de horrores a que se submetem pelas mulheres, sem que elas reconheçam o seu real valor. Ou então, quando se sentem confiantes, nos truques infalíveis que resultam com qualquer gaja (desde a amiga, à amante, à mulher, à sogra). E, pelo meio dessa infalibilidade, expõem todas as suas falhas, pois os homens, quando são todos iguais, começam a falhar a partir do momento em que julgam que não erram. Mas, quando isso acontece, a culpa é certamente das gajas, que já se sabe como são.

A verdade, se me é permitida a arrogância, é que é a vida que é uma salada, em que se misturam homens e mulheres. E como certas saladas, às vezes a mistura funciona na perfeição, noutras não faz sentido nenhum. Pena que só percebamos isso, depois de estar lá dentro.

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