24.7.13

Poesia e corredores nocturnos



“Então a quanto é que vamos?”
“4.20 por km, não me obrigues a falar c”#%”&lho”
“Epá, mas nem olhaste para o relógio, não se vê nada”
“F”#%% não preciso, cala-te e corre p#%”#%eiro”
“Calma, falta quanto tempo?”
“Olha que porra, oito minutos f#”%”#%-se, não é para conversar meu c#%%”ão”
“Ok ok, pá era para puxar no fim, não te irrites...Acabamos onde, no central?”
“Ah que c#”%”$lho, acabamos na c#”%a da tua prima, pode ser? Ou então no central, mas só se te calares por amor da Santa. Já estou todo f#%”%o contigo pá”*



*ouvido algures no Estádio Universitário, na zona mal iluminada. Apanhei-os num cruzamento, cotas enxutos, daqueles que correm como quem come pipocas. Não fiquei para assistir ao final, mas iam mesmo a 4,20 por km. E o outro não se calava, c!”#%”#%.

1 comentário:

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