18.7.13

Os mitos do terror - Anaconda vai à escola




O género filme de terror é algo que mexe com muita gente, havendo quem o adore e quem o deteste. É natural que assim seja, pois nem toda a gente gosta de ser confrontada com medos que, por vezes, são muito seus. Se isto fosse um blog focado na psicologia, iria agora avançar por uma dissertação sobre medos. No entanto, como é um blog sobre merdas, irei falar sobre como podíamos integrar o gigantismo e o terror em lições pedagógicas para crianças.



Nos últimos tempos, a tecnologia aplicada ao cinema permitiu a proliferação de maus filmes de terror com animais gigantes, animais mutantes e animais gigantes mutantes. Basta uma pesquisa rápida e de tubarões a crocodilos, de abelhas, passando por serpentes a iguanas, vale tudo. E, pelo que vem a caminho, vai valer tudo ainda mais:





(nota: o gajo da versão do Beverly Hills original já merecia ser comido por um tornado de tubarões há muito tempo. Karma)



Mas, há um clássico moderno que é a anaconda, essa cobra voluptuosa que mata com abracinhos. Já perdi a conta aos Anacondas que já estrearam e acho que é positivo pensar num novo rumo para esta saga – os livros infanto-juvenis.



Os putos já estão sobrecarregados com bicharocos fofos, filmes com bicharada divertida e formas fun de converter coisas assustadoras em divertidas. Porque não pegar nos clássicos da Anita que, pelo que vejo no Facebook, ainda rendem e substituir essa vadia pela Anaconda, inserindo a temática do terror num modo acessível e prático. Vejamos um título



Anaconda vai à escola – A turma fica surpreendia quando Anaconda é apresentada como a nova aluna do colégio. A professora pede tolerância e compreensão e Anaconda, comovida, abraça-a partindo-lhe todos os ossos do corpo e fazendo saltar-lhe os olhos pelas órbitas. A turma, satisfeita por não ter aulas, considera Anaconda uma fixe e vão brincar com ela para o recreio. No final do segundo período, Anaconda já está entre o top5 de alunos em termos de notas, não porque estude muito, mas porque vai deglutindo malta da turma com regularidade, tendo agora apenas 4 coleguinhas.
 



Bónus – Sugiram títulos e eu, conforme a disponibilidade e o bom senso, junto uma sinopse do género aqui.


Anaconda aprende a andar de bicicleta

Durante muito tempo, Anaconda quis aprender a andar de bicicleta. Apesar de grande, não era muito esperta, o que durante muito tempo a impediu de se aperceber que, sem pernas nem bracinhos, ia ser difícil. A solução surgiu por acaso quando um dia, ao tentar engolir inteiro um carteiro que andava de bicicleta, se apercebeu que se engolisse só a metade de cima, os sistema nervoso do senhor fazia com que continuasse a pedalar. A partir daí Anaconda aprendeu que, mesmo sem saber andar de bicicleta, a vida pode ser um passeio se comermos devagar.



Anaconda vai à assembleia

Anaconda foi à Assembleia mas não percebeu que ali estavam representantes eleitos pelo povo a decidir os destinos da nação. Pensou apenas que aquilo era uma espécie de bistrot onde wraps de fato e gravata com carninha suculenta no anterior se acumulavam esponjosos nas suas cadeiras. Surpreendeu-a uma senhora que, aos gritos, a mandava sair dali, citando autores franceses que Anaconda não conhecia, só se lembrando de uma vez ter comido um guia turístico belga. Na dúvida, comeu-a também e não gostou. Lembrava-lhe chanfana.

8 comentários:

  1. Nice :-) Portantos, aqui vai: Anaconda aprende a andar de bicicleta!

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  2. Respostas
    1. A culpa é do Sci-fi...

      E sim, mau é elogio.

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  3. Palpitações na Assembleia da República

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    1. Se reformulares para Anaconda vai à Assembleia, eu aceito.

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  4. Anaconda aprende a nadar e
    Anaconda está doente

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