19.7.13

O dilema das utilizações futuras da urina


Quando falamos de futuros apocalípticos, a urina tem sempre um papel importante na nossa sobrevivência. Lembro-me de ser criança e, ao ver o Waterworld do Kevin Costner, ficar sempre com um nó na garganta (para além das guelras do gajo) a pensar “no futuro, beber mijo reciclado pode ser a minha salvação”.

 "Caramba, isto afinal é bem melhor que a limonada do H3..."

Durante algum tempo pensei até seguir uma carreira científica de investigação, que afastasse a necessidade de mijo enquanto refresco, mas rapidamente descobri que o meu talento está mais focado na criação de imaginários em que surgem expressões como “mijo enquanto refresco”.


Meus amigos cientistas, vamos lá deixar-nos de brincadeiras. Já me bastava a ideia de matar a sede com mijinha reciclada, para agora ainda me virem com a cena de carregar a bateria do telemóvel com o meu xixi. Toda a gente sabe que urinar sob pressão é um alto factor de constrangimento e desagrada-me sobremaneira o cenário em que, por volta de 2028, a meio de uma conversa receba um alerta de bateria fraca, me veja forçado a urinar para não deixar a conversa a meio ou querer enviar uma SMS para ganhar uma promoção especial de Mijice Tea e faltarem quatro gotinhas para ter um tracinho de bateria e não haver maneira delas saírem.

Comecem lá a ver de soluções alternativas para o futuro que não envolvam urina e eu prometo que, do meu lado, tudo farei para que as pessoas não se estejam a cagar para a ideia de fazerem mais por um futuro sustentável. Especialmente porque quem tem ideias que utilizam xixi, facilmente passa para o uso de cocó.

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