5.7.13

Diferenças entre vida real e filmes



A malta gosta de histórias (André, fica tranquilo, não vou começar com a história da publicidade outra vez, até porque aqui o ângulo é contrário), é por isso que livros, filmes, redes sociais e outro tipo de ficções baseadas na realidade têm sempre uma grande massa adepta.

Mesmo nos casos em que a base é verídica (e o “inspirado em factos reais” é cada vez mais um selo a tentar garantir uma espécie de qualidade superior), aquilo que nos é apresentado, por mais cru e violentamente verdadeiro que pareça, é sempre uma versão glorificada ao extremo.

O bom é magnífico, o mau é horrendo, o improvável torna-se provável e o supérfluo deixa de existir, se à história isso der jeito. Até porque, para o enredo saber se o personagem lava os dentes ou desce pelas escadas ou pelo elevador quando sai de casa só faz sentido se isso der algum input adicional à história. Se não interessa, corta-se.

E é assim que as redes sociais se tornam o nosso filme, onde controlamos efeitos especiais e sala de edição e montagem. É para carregar no drama? No problem. É para mostrar lifestyle? Tenho aqui a sequência de imagens ideal. Precisamos de demonstrar que o personagem é culto? Já estão prontas as referências que vão deixar o público de boca aberta.

O problema é que, mais do que nos filmes, na vida real o efeito da suspensão da descrença é muito mais difícil de conseguir, porque o público é mais exigente e desconfiado. Sem esquecer que, tirando alvos óbvios, heróis e os vilões são também muito mais complicados de distinguir.


5 comentários:

  1. Eu erro sempre em distinguir vilões de heróis e a culpa é dos filmes. Nos filmes o herói é o que tem o cabelo mais charmoso e o vilão costuma ter cicatrizes e ser feio pa caraças. Grande porra.

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  2. Dois dias antes: http://simaoescuta.blogspot.pt/2013/07/filmes-vs-vida-real.html

    Os advogados do tasco vão entrar em contacto.

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    1. Neste caso, nunca seria plágio mas sim homenagem :D (embora tenha sido fortuito)

      Ainda assim, venham eles meu caro, que serão sempre bem vindos e poderei comprovar se os treinos de fuga em velocidade já estão a fazer efeito.

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    2. Fortuito? Mas somos meninos ou quê?! Um dia, falei qualquer coisa sobre o Governo. De repente, estava tudo a falar da crise.

      Epá...já me bastou o plágio da tmn ao logotipo do tasco.

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    3. Claro que somos meninos. Somos dois gajos atrás de um perfil obscuro a mandar ameaças para o ar. Se isto fosse a sério um de nós já tinha um anel feito dos dentes do outro nos dedos ;)

      Mas assim também é mais artístico.

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