3.7.13

Adieu JP

Morreu JP Tropez ontem na sua casa na Ilha do Corvo, rodeado de família e amigos. Há muitos anos que o estado de saúde do cineasta estava periclitante, e confirmou-se ontem o óbito. Consta que antes de falecer comeu favas e bebeu uma Sprite. O mundo das artes nunca mais será o mesmo e há quem diga que o Cinema morreu ontem.

JP Tropez é um nome que dispensa apresentações. Começou a filmar tarde, apenas aos 23 anos, mas com um fulgor e uma clarividência assinaláveis que logo o distanciaram de outros franceses seus contemporâneos que só filmavam pêlos púbicos de mulheres feias e homens a fumar. Célebre ficou a entrevista que concedeu a Elvis Mitchell em que tentou convencer o seu interlocutar a beijá-lo na boca, para desconforto do entrevistador. Elvis por fim lá acedeu, como profissional de eleição que é. JP Tropez foi ainda muito importante no estabelecimento da primeira Escola de Cinema da Sardenha, que curiosamente só aceita alunos do sexo masculino. O governo francês declarou feriado nacional facultativo.

RIP JP Tropez 1923-2013





2 comentários:

  1. Embora se tenham zangado por causa de um jogo de Rummikub, Ivgeny Ivgeny não deixou de enviar os seus cumprimentos.

    ResponderEliminar
  2. É um dia triste para o cinema em geral, mas também para o cinema em particular. É também um dia triste para o mundo, que já tinha tudo preparado para um estupendo e merecido luto por Mandela e tem agora que começar a servir croquetes e palavras amáveis por JP Tropez.

    Por me faltarem as palavras, opto por citar John Gautama Jr, alegado descendente de Buda e emérito crítico de cinema, sediado em Tuvalu por razões fiscais:

    “JP Tropez está para o cinema como a gangrena está para o corpo humano e espero que isto seja entendido como o elogio que é. Ele pode ser incomodativo, cheirar mal, mas não deixa ninguém indiferente. E se muitas vezes podermos estar até dispostos à amputação para nos separarmos dos efeitos da sua obra, a forma como ela nos afecta ensina-nos que a nossa realidade pode ser moldada em função de algo dolorosamente próximo.”

    ResponderEliminar

Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.