20.7.13

A sesta que se impunha



Sinto sempre que não tenho tempo a perder com o sono, tirando aquele tempo que o sono achar que devo perder com ele. Estou longe de ser aquele tipo de pessoa que se orgulha de dormir três ou quatro horas, longe de ser alguém que se movimenta movido a cafeína e felizmente longe de passar as noites em longas conversas com a insónia.

Ponham-me 6 a 7 horas por dia na caminha e eu respondo presente e depois vou à minha vida. Uma coisa curiosa é que, mesmo antes de adormecer, por vezes tento recomendar aos meus sonhos que me ajudem em determinada ideia ou projecto que ande a desenvolver. Não numa perspectiva de salvação face a bloqueio, mas à sugestão de um novo caminho que me esteja a passar ao lado. E, ocasionalmente, funciona.

Só que, entre trabalho que nem sempre tem horas, desporto que dá ao corpo e ao espírito, mas tira ao relógio, e a vida social, a média das 6/7 horas por vezes baixa. E quando baixa a sério eu, que desde miúdo que odeio a sesta forçada (diferente da que se instala sem darmos por ela), sinto o meu corpo a convocar o seu direito à sesta.

Hoje foi um desses dias e o que havia para fazer teve de esperar. Tal como quando andava no secundário e chegava a casa já estoirado a meio da tarde, com cansaço acumulado, sentei-me no chão da sala, estendi-me, cabeça assente e pernas esticadas, deixei-me ir.

Não me lembro se tentei encaminhar os meus sonhos para concretizar alguma coisa mas, matéria para post já esta sesta deu.

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