5.6.13

Uma espécie de swing de livros



Posso estar completamente errado, algo que me é mais difícil admitir do que acreditar que o Cavaco é um óptimo dançarino mas, se fizerem um exame rigoroso, possivelmente não passarão de uma mão cheia os livros que leram mais do que uma vez nos últimos dez anos.

No entanto, seja pelo gosto da posse de uma obra da qual realmente gostamos ou pela vontade de ter uma biblioteca respeitável a pensar no futuro, as pessoas podem até emprestar livros mas raramente os trocam e, quando falo em troca, falo em coisa respeitável de dois lados que querem algo e não de um que quer despejar o lixo lá de casa para cima de outro.

O bookcrossing é divertido e tal mas eu ainda sou daqueles que acha que os portugueses ainda não são realmente activos no que toca a este tipo de iniciativas tão random. Acredito mais numa espécia de bookcrossing controlado dentro de um ambiente mais restrito como empresa/faculdade. No entanto, se for entre grupos de amigos também não tem assim tanta piada, já que lhe retiramos um bocadinho a cena do “rumo ao desconhecido ou, pelo menos, rumo ao não tão conhecido que até estás a jantar em casa dele e a ver o livro que trocaste a fazer de calço para a mesa”.

Como tal, em âmbito blogosférico, uma vez que tenho vários livros que me serviram bem, que aprecio, mas que não pretendo que fiquemos juntos para sempre, o que sugiro é o seguinte:

-        Vou colocar aqui um livro que li, que tenho, que não considero lixo (antes pelo contrário).
-        Quem estiver interessado em ficar com ele (para ler ou para calço de mesa), que utilize a caixa de comentários ou o email para me dizer que livro está a oferecer em troca.
-        Escolho o que me pareça mais apelativo.
-        Contacto a pessoa e proponho-me a enviar o livro pelo correio (caso desconfiem de que isto é uma manobra psicopata para sacar moradas, envio isto para apartados, centros paroquiais e afins).
-        Fico à espera de receber queixas agressivas pela parca qualidade do volume que enviei.


Eis o livro em jogo, com direito a mini sinopse. Podia falar muito sobre as razões da sua escolha mas confesso que as palavras chave humor cínico e doses generosas de sarcasmo podem fazer parte do lote:





6 comentários:

  1. excelente iniciativa, mas não tenho nenhum livro para troca. Sou das que ainda não estão receptivas, sou muito apegada aos meus livros :-D

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  2. Eu leio bastante, vários por mês. Tenho uma casa receheada de livros, bem como os meus pais.

    Não sou egoísta, mas não empresto livros. Valorizo-os demasiado para isso.

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  3. Bem, é que me fui MESMO informar.... Então diz assim:
    "Ele é Pablo José Miralles, gordo, preguiçoso, politicamente incorreto, fumante de cigarros lícitos e ilícitos, frágil trintão desajustado e sem ambições visíveis, solteiro convicto, metafísico e taoísta. O típico perdedor. Sua vida é preenchida com dormir, fazer nada e surfar na Internet; de noites passadas bêbado sem motivo. A ocupação principal; filho de pais metidos da alta burguesia catalã. O melhor que pode acontecer a um croissant... é ser lambuzado com uma grossa camada de manteiga, Pablo diz logo no início do livro, enquanto passa margarina barata no seu. Dois capítulos mais tarde, ele comprou a manteiga, mas está sem croissants. "Sempre falta algo..." Seu irmão mais velho, chamado por ele de The First, chefe da próspera firma Miralles & Miralles, consultor financeiro, é um poço de sucesso - e de qualquer ponto de vista. Certo dia, entretanto, ele some sem deixar nenhuma pista. Será que fugiu com a amante ou, pior, foi seqüestrado? Na sua procura, o até então preguiçoso Pablo acaba entrando, sem querer, numa aventuresca viagem pela cena de Barcelona (ao volante de um carro esporte, parecido com a pantera Bagheera), salpicada das mais bizarras e divertidas personagens - Glória, a cunhada alcoólatra e com pretensões literárias, o patriarca Miralles, síntese difícil de Churchill e Jesús Gil, o irascível John, professor de ontologia em Dublin e co-autor de uma "Teoria da realidade inventada", a inefável Fina, heroína ingênua e dona de uns peitos notáveis. É o início de uma história absurda, grotesca e muito engraçada, exatamente a mistura fina de Wilhelm Meister, Matrix e Southpark " .... o pior é que me soa estranhamente familiar....

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  4. Na qualidade de pessoa experta (hã? anglicismo a puxar ao trocadilho com «esperta»?) em livrar-me de monos, perdão, bookcrossing, tenho a dizer-te que benzadeuz as bibliotecas, porque foi assim que li este livro e assim não fiquei a chorar a dúzia de euros ou lá o que é que custou. Que desperdício de tempo, detestei e percebo bem que te queiras livrar dele! Já vi mais conteúdo (e melhores cenas de pinocada) em livros da Harlequin.

    Em todo o caso, e porque até sou moça prestável, digo-te o que faço quando quero livrar-me dos meus monos: deixo-os em bancos de espaços públicos ou - coisa louca - nas estantes de uma biblioteca. Quando lá volto, é garantido que já lá não estão.

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    1. Ahahah, assim estás a fazer-me passar por chico-expert. Eu "herdei" o livro, não o acho um must, se calhar nem um maybe, é daqueles que se lê e se acha piada ou se odeia e se esquece (mais difícil quando se odeia).

      Como está aqui à vista, também não engano ninguém caso o interesse no mesmo se confirme. E sim, deixar qualquer coisa num local público resulta e nem precisa de ser num banco, basta estar a cinco passos de qualquer coisa onde passe gente. Já vi dez cassetes porno em VHS abandonadas à porta de um Pingo Doce quando ia a passar e quando me voltei, ao virar a esquina, já não estava lá.

      Até um avô já me tentaram levar só porque lhe pedi para esperar por mim ao pé de um vidrão enquanto ia estacionar o carro :)

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    2. Ah, mas toda a gente sabe que avôs e bicicletas só se deixa na rua com cadeado - e olha lá!

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