30.6.13

Sonho de uma tarde de Verão



Há algo no dia a seguir a uma corrida que deixa tudo ligeiramente em slow motion. O calor transforma-se na cereja no topo do bolo da preguiça.



O derradeiro esforço é arrastar a carcaça até ao local certo.

O almoço fica para trás.

O gelado depois do almoço fica para trás.

E naquele pátio, a brisa que corre faz com que feches os olhos.

Sentado na cadeira, sentes que a conversa fica lá ao fundo.

De repente, sentes o cão da casa a tocar-te na mão.

Ele quer que atires a bola.

Tentas fazê-lo o mais longe que possível, para o fundo do jardim.

Esqueces-te da piscina.

Vês o cão lançar-se em corrida e travar mesmo junto à beira.

Sorris, vais fazer tu a vez do cão.

Tiras a camisa, corres em direcção à piscina.

Lanças-te em mergulho, antecipando a frescura do mergulho.



Percebes que toda a gente está a gritar.

A piscina ainda não foi limpa para o Verão.



Os limos sorriem para ti. Muitos organismos vivos acolhem-te de braços abertos.



Entras de cabeça.

Acordas com o cão a tocar-te na mão.

2 comentários:

  1. devias ter batido no cão por te ter acordado antes do mergulho.

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    1. Não bato em cães, mas facilmente batia com a cremalheira no fundo da piscina ;)

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