4.6.13

Sondagem de falsas promessas


“Temos de combinar qualquer coisa” – “Então eu fico com o teu número e depois dou-te uma apitadela” – “A ver se falamos com o resto da malta e depois agendamos um jantar ou coisa assim” – “Bem, temos de ver aí uma data para pôr a conversa em dia”.

Eu apostaria que, no máximo de três em três meses, 90% das pessoas profere uma destas frases sem qualquer intenção de cumprir o que está a dizer (e isso está a incluir 91% de vocês no lote). É o nosso sentido gregário nhonhoca, a nossa cortesia revivalista, a passarem por cima da lógica e da realidade – encontros fortuitos com gente que, por algum motivo foi desligada do nosso convívio, raramente têm aquele impacto dos filmes em que tudo ganha sentido e há uma nova vida para a dinâmica das relações sociais.

Posso ser um crápula analítico mas, traço geral, devíamos entender muitos desses pequenos reencontros como 5/10 minutos de passado activo e um exercício de cortesia. Sem prolongamentos, sem extensões, sem mais do que aquilo que são – momentos que não necessitam de consequência.

Agora desmintam-me e provem que o mundo está cheio de gente que gosta de neverending stories fofas.

9 comentários:

  1. Muito bem apanhado Mak. Sabes, por isso é que gosto de casamentos. Antes não gostava, agora gosto bastante, ainda o ano passado fui a um e naquele contexto rever de uma só vez dezenas de pessoas que fizeram parte da tua vida noutra altura, é muito divertido e emotivo, para além de ter bebida à borla. Claro que também se fazem planos exactamente como dizes no post (e que não dão em nada), mas é bonito.

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  2. essa frase é realmente constrangedora, por tão cliché... mas nem sempre conseguimos fugir dela

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  3. Não posso desmentir. Há encontros fortuitos que são mote a outros encontros com aquela pessoa ou o "resto do pessoal" que se quiser juntar. Fora isso é mesmo cortesia por um passado partilhado na escola ou noites académicas já que nenhuma das partes se mexe para o passo seguinte e o numero de telefone guardado nunca mais sai da lista para um toque que seja...

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  4. Jovem escrivão, Diga-me que eres para tu uma eloquência, e certamente não te ignorarei.

    Ah mais um encontro da imaginação, que coisa mais linda e perfeita, desses que realmente não saem da memória pois só lá realmente existem, fundo na mente e na memória, digas lá que é meu subconsciente a criar e criar encontros da imaginação. Digo então, me fugiu as esperanças e ilusões só na mente junto com a imaginação!! Perdi das contas, em quantos encontros desses já estive..

    Bah. hehe ;) Doce Beijo.

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  5. Consequências.. chamo de dramas que as pessoas faz de momentos que não necessitam de dramas.
    Promessas só feitas com anéis, fora isso, não são promessas, e sim momentos!!

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  6. Tens mesmo razão. Eu normalmente não digo que temos de combinar porque sei que não combino, mas acedo quando me dizem que temos de combinar qualquer coisa, eu digo que sim, para que assim que possam digam alguma coisa.
    Claro que ninguém diz nada. Quando quero mesmo combinar alguma coisa com alguém, ligo e pronto.

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  7. Sou deste pensamento; Melhor viver um momento e ser feliz com as lembranças, do que viver a vida toda sem saber como seria!!!

    E assim, sigo sendo, feliz e feliz com boas lembranças!!!

    ;)

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  8. ah ah ah é que é mesmo assim

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  9. É isso mesmo... Até porque passados dez minutos de convívio é como se estivesses a falar com o tipo que se sentou ao teu lado no metro... Não te diz nada....

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