24.6.13

Posts à pressão – #2 Odeio gente que não respeita o perímetro social mínimo de distância física.


Não sou grande fã de almoçar em centros comerciais, talvez porque trabalho por cima de um. Há sempre filas e conversa da tanga nas filas, nem sempre por essa ordem. Pior que isso, há gente que não respeita o perímetro social de distância física mínima para desconhecidos. Esse perímetro, para mim, é para aí de um braço esticado. O gajo atrás de mim deu-me dois toques com o cotovelo nas costas. A mim apeteceu-me dar-lhe dois toques com o cotovelo nos dentes. Aguentei, mas fui ostensivo para ele perceber que estava demasiado perto. Não se mancou porque estava a tentar impressionar a gaja que vinha com ele, com o seu fim de semana na praia. O tipo tinha pinta de ter um aspirador-bebé na bagageira para limpar a areia dos estofos. Isso não resolveu a minha vontade de lhe cravar um prego na testa com um cartaz a dizer “Respeitar a distância para a pessoa à frente”. Se hoje apanho uma pessoa no metro que acha que as pessoas que entram têm prioridade em relação às que saem, vai apanhar por tabela.

3 comentários:

  1. Ai, como eu te compreendo...
    Isso, e nas filas do Pingo Doce e concorrência similar!!

    ResponderEliminar
  2. ai essas pessoas que querem entrar nas carruagens sem deixar sair... perco a compostura!!

    ResponderEliminar
  3. O comportamento humano nas filas (para o que quer que seja) atormenta-me e faz-me questionar as bases do "contrato social". Nas filas com tabuleiros chegam a sacrificar dedos (próprios ou alheiro) entre tabuleiros só para estarem mais próximos do vizinho da frente... porquê?!

    ResponderEliminar

Se vais dizer alguma coisa, escreve, não fiques para aí a olhar.