18.6.13

Os golfinhos têm amigos, os atuns não


Que me perdoem os amigos golfinhos que seguem este blog, mas esta história da "Reserva natural da amizade" é uma bela treta. 



É uma treta porque os golfinhos, por muito agradecidos que fiquem a esta malta por não os transformar em douradinhos ambulantes com as suas redes, eram muito provavelmente amigos dos atuns.


E se eu fosse golfinho e estivesse a meio de um passeio marítimo quando visse o meu amigo atum ficar todo f#"%#% numas redes, ainda que certificadas pelo Earth Island Institute, isso não me ia dar gozo nenhum. Especialmente se soubesse que, só para eu me sentir bem comigo próprio, o meu amigo atum ia acabar a ser comido por um gajo qualquer por tuta e meia. É assim a vida na "Reserva natural da amizade".

Por mais que possa lamentar o facto de, pelos vistos, os atuns não serem tão dados à amizade como os golfinhos, o triste aqui é ver que a inteligência continua a passar ao largo das redes de muitas estratégias de comunicação que põem, por exemplo, "pseudo-preocupações" ecológicas à frente do bom senso.



10 comentários:

  1. Ninguém tem culpa de o atum saber tão bem...

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    1. Já provaste golfinho? ;)

      (e nem será tanto uma questão de sabor, é mesmo de parolice de comunicação)

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    2. O golfinho é bom nas relações públicas. É quase um animal doméstico.

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  2. Ora, o eco-friendly é uma coisa trendy, nos tempos que correm, essa moda passará, eventualmente.
    Há coisas piores, sei de empresas que têm quotas para gays, só porque não são discriminadoras, caramba, no dia em que precisar de emprego já sei o que fazer.

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    1. Ah, mas só nas empresas mais retro é que o green marketing feito desta forma ainda é considerado "trendy". Há muito (pelos padrões de tempo actuais) que empresas mais avançadas passaram do green para o blue marketing.

      http://www.mediapost.com/publications/article/182968/think-blue-instead-of-green.html#axzz2WeuLBGOg

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  3. Isto é só parvo, realmente.
    "Reparem, matámos um português em Pequim, mas não se preocupem que não incomodámos os chineses".

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    1. O problema é que alguém achou que fazia sentido suficiente para ser impresso em sacos a granel, em tamanho garrafal.

      Era mandá-los a Pequim a pé, ao funeral desse português...

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  4. Arranja lá o blog, que isto de sair do Reader para vir aqui ver as postas de atum dá muito trabalho. Não me peças é ajuda que percebo tanto disso quanto um golfinho.

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    1. Acho que já está, há umas quantas formatações de opções que às vezes trocam as voltas ao sistema. Se porventura assim não for, é dizer que a gerência agradece.

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  5. Quando o mar bate na rocha, quem se fode é o mexilhão. Neste caso, o mexilhão é o atum.

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