25.6.13

Operadores de telemarketing, tende medo


O lado racional do meu cérebro já várias vezes me tentou explicar a razão da existência do telemarketing. Diz-me ele que é ainda “uma ferramenta de marketing que funciona em determinadas franjas da população” que, para as empresas “é um meio pouco dispendioso de colocar em prática tácticas comerciais mais agressivas” e que, para quem lá trabalha “é muitas vezes a única solução disponível para poder ganhar uns cobres”.

O lado emocional responde com desejos de morte violenta, baseados na incompreensão de quem já tentou simplesmente dizer “Não obrigado” e não conseguiu desligar, preso entre a tentativa de ser educado e a irritação de estratégias que tentam fazer da pressão uma ferramenta de conversão  e a consequente rejeição quase automática de todo e qualquer número não identificado.

É por isso que estou cada vez mais perto de desenvolver um esquema parecido com o deste senhor e fazer justiça pela minha própria criatividade.


4 comentários:

  1. GENIAL. Parti-me a rir, é uma grande grande idéia!
    Normalmente o meu truque é: "deseja xyz". Não. Mas... Olhe, muito gosto em ouvi-la, não estou interessada, até uma próxima".
    Resulta sempre.

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  2. Digo sempre que não estou interessada e agradeço a simpatia. Ainda consigo ouvir o tom reprovador com que me perguntam se não quero saber o que me propõem, enquanto desligo.

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  3. Um filho pequeno e "papagaio" costuma ajudar, cá por casa é assim:
    R podes atender o telefone e ele imediatamente pergunta ao operador: "como é que te chamas? o que é que estás a fazer? qual é o teu carro? onde é que moras? Não! A minha mãe não pode falar! o que é que estás a fazer? qual é o número da tua porta? tens um carro? qual é a marca? já jantaste?
    E repete-se indefinidamente até o operador desligar.
    :)

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  4. Normalmente como me telefonam em horário laboral, despacho-os educadamente a grande velocidade. Ter horários pouco convencionais, nem sempre é mau...

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