5.6.13

Liga-me de uma cabine telefónica


Mesmo que hoje em dia as cabines telefónicas em Lisboa que ainda não morreram já só falem em estrangeiro, sempre tive um certo apreço por elas. Ainda me lembro de esquemas e mitos urbanos que explicavam como falar gratuitamente das mesmas, em truques que chegavam a incluir pauzinhos de gelado.

Mais recentemente, achei piada à ideia do projecto da biblioteca mais pequena do país funcionar numacabine telefónica, apesar de me dizerem que a coisa já tinha sido lançada também em moldes semelhantes lá fora.

No entanto, cada vez que revejo este projecto, que utiliza as cabines de NY para viajar no tempo e contar a história de um período importante para a cidade, fico a matutar no não tão nobre sentimento da inveja e só me ocorre – “!”#$%”#%-se, quem me dera ter pensado em algo semelhante para Lisboa”.



E depois vou dizer isso mesmo para uma cabine telefónica que há ali mais à frente, onde o paquistanês do outro lado me irá compreender perfeitamente a angústia.

1 comentário:

  1. Na secundária havia uma cabine telefónica, ligávamos para números inventados com os prefixos dos países mais estranhos a ver se alguém atendia e lhe ouvíamos a voz naqueles 2 segundos que antecediam o puxar da moeda (que não púnhamos para não gastar) e o consequente desligar da chamada. Uma vez atenderam-nos na Argentina. Foi espectacular.

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